sábado , 22 julho 2017
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A máquina que move os protestos

O Brasil passa por uma crise sem precedente e parece que está longe de ter um basta. A crise é rotineira e a cada semana muda de direção. O envolvimento dos personagens políticos nesta situação caótica é preocupante e revoltante. Ao mesmo tempo que pede uma ação da população, também requer inteligência dos cidadãos para não caírem nessas armadilhas elaboradas por centrais sindicais e partidos políticos.

A população ainda acredita que todo esse lamaçal podre pode secar se houver uma movimentação em massa para mudar o cenário. Ou seja, o povo acredita que ir às ruas ainda é uma arma democrática contra todas as medidas que podem prejudicar o trabalhador, assim como também pode ajudar a estancar a corrupção.

Até poderia ser, se não houvesse por trás disso tudo grupos sindicais e partidos políticos que insistem em promover esses protestos e ou manifestações comprando a presença das pessoas, sejam elas quem forem.

Esses grupos agem irresponsavelmente na confiança de que podem controlar uma multidão – formada Deus sabe por qual tipo de gente –, para fazer soar aos quatro cantos seus gritos e anseios.

Ficou bem nítido na manifestação ocorrida em Brasília na semana que passou que, além de não conseguirem controlar ninguém, também gastam tubos de dinheiro – com certeza, é dinheiro do povo, caso contrário não sairia tão fácil assim dos caixas – para patrocinar a baderna em nome da democracia.

O trabalhador, o cidadão honesto até quer participar e se faz presente. Mas quando os bandidos começam a promover a baderna, é muito fácil identificar os malfeitores, esses que recebem dinheiro, transporte, refeição em restaurantes caros para acabar com o sossego de quem tenta sobreviver a essa tormenta chamada Brasil.

A maioria dos que promoveram essa baderna não é moradora de Brasília. Grande parte veio de cidades vizinhas em ônibus fretados pelas centrais sindicais e partidos políticos.

Foram esses grupos que pagaram para esses vândalos virem a Brasília com a intenção de tocar o terror na cidade. E conseguiram. Agora, resta aos trabalhadores da capital somar os prejuízos e pagar a conta.

Contudo, para ficar perfeito, o Estado deveria fazer todo o apanhado do estrago e mandar as contas para as centrais sindicais e para os partidos políticos que financiaram esses vândalos. Com certeza, pensariam umas dez vezes antes de sair por aí reunindo bandidos com a desculpa de que estão trabalhando pela democracia.

E para os que ainda acreditam que as manifestações são o caminho para resolver os problemas do nosso país, aprendam que ou tira tudo que está aí: partidos, políticos, líderes sindicais ou a luta será sempre em vão.

A melhor e mais eficiente arma do cidadão ainda é o seu poder de voto. Somente com discernimento e responsabilidade nas urnas poderemos mudar o rumo do Brasil. O que adianta ir às ruas para defender os que depenaram o País? O que adianta pedir o fim da corrupção se muitos ainda têm a intenção de perpetuar os bandidos no poder?

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