quinta-feira , 19 outubro 2017
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Mudanças no modelo foram pensadas para melhorar o conforto de seus ocupantes | Foto: Divulgação

Ford anuncia chegada do EcoSport versão 2018

A Ford quer voltar a brilhar no segmento que ajudou a criar em 2003. Há 14 anos, o EcoSport chegava ao Brasil para inaugurar o segmento de SUVs compactos. Por anos, o utilitário da Ford reinou sozinho.

Porém, com o aumento do poder de compra do brasileiro, a realidade de ter que encarar ruas esburacadas em todo o país e o crescente sucesso mundial dos utilitários compactos, outras marcas começaram a investir pesado neste segmento. Para se ter uma ideia, a participação dos SUVs compactos no Brasil saltou de 2% no ano de 2003 (sendo 1,9% deste total representado pelo EcoSport) para atuais 13% (apenas 1,6% de presença do modelo da Ford).

Mas não é só de Brasil que o novo EcoSport quer viver. Modelo global, o SUV é fruto da colaboração do time da Ford em várias partes do mundo: 60% projetado no Brasil, 6% na China e os 34% restantes divididos igualmente entre as engenharias da marca na Europa e Estados Unidos.

A renovação do EcoSport pode ser percebida logo na primeira olhada. Os retoques visuais garantiram uma aparência mais invocada na dianteira. Faróis e para-choques foram redesenhados e a grade está mais proporcional em relação ao tamanho do carro. Na traseira, as mudanças limitam-se ao para-choque mais robusto. Já o polêmico estepe na tampa do porta-malas foi mantido na América Latina por ser considerado um dos chamarizes do SUV nesta região. Além disso, o reposicionamento da roda sobressalente para o assoalho do veículo exigiria mudanças estruturais na plataforma, aumentando o custo de produção e, consequentemente, o preço do carro.

De acordo com a Ford, as mudanças promovidas no EcoSport 2018 também incluem o seu interior e foram pensadas para melhorar o conforto dos ocupantes e favorecer a ergonomia. Cerca de 50% das peças da cabine são novas. Para dar uma aparência mais refinada ao interior do SUV, a Ford optou por utilizar peças de material macio ao toque na parte superior do painel e nas laterais das portas. Há também a mescla de tons e texturas nos apliques do console central e o uso de botões emborrachados nos comandos do ar-condicionado. No geral, acabamento agrada, mas ainda sofre com algumas falhas na montagem e está abaixo dos principais rivais.

Outra melhoria bem-vinda no interior suvinho é o assoalho do porta-malas (356 litros) que pode ser configurado em três níveis, formando um pequeno compartimento de até 52 litros abaixo desta tampa (semelhante ao sistema do Volkswagen up!). No nível mais alto, junto com o rebatimento do banco traseiro, o recurso deixa o piso do carro plano para acomodar com maior praticidade até 1.200 litros de bagagem.

EcoSport 1.5 AT

O novo motor 1.5 de três cilindros é a grande aposta da Ford. Com quatro opções de configuração na gama, o bloco deve responder por grande parte das vendas. Com potência declarada de 137 cavalos e 16,1 kgfm de torque, o propulsor chega para substituir o conhecido 1.6 16V Sigma de até 131 cv.

De acordo com a Ford, o novo conjunto motriz entrega a maior potência entre os modelos naturalmente aspirados – são 91,5 cv por litro. A criação do propulsor vislumbra as próximas diretrizes da indústria automotiva com a criação do programa Rota 2030.

O motor 1.5 Dragon estreia com nota A em eficiência no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro. Destaque para o uso de alumínio na construção do bloco, o que reduz o peso em até 10%. Entre as soluções técnicas mais notáveis estão o coletor de escape integrado, bomba de óleo variável e duplo comando de válvulas, além da partida a frio sem tanquinho (Easy Start). Com isso, associado ao câmbio automático de seis marchas, o motor é capaz de fazer 7,1 km/l na cidade e 8,9 km/l na rodovia, em ambos os casos abastecido com etanol. Quando o SUV recebe gasolina, o consumo é de 10,4 km/l e 12,8 km/l nos mesmos ciclos.

Durante o test-drive realizado no interior de São Paulo, foi possível notar que a melhora de desempenho é gritante. A nova estratégia adotada para a distribuição de torque, que prioriza força em rotações mais baixas, garante vigor ao SUV. Já o câmbio cumpre as suas funções com suavidade e precisão.

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