quinta-feira , 19 outubro 2017
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a ONU e várias das suas agências vêm advertindo sobre o drama que enfrentam milhões de pessoas nessas áreas pela falta de alimentos/Foto: José Cruz-ABr

ONU alerta para risco de fome

Os 15 membros expressaram sua preocupação com a “ameaça de fome” para “mais de 20 milhões de pessoas no Iêmen, na Somália, no Sudão do Sul e no nordeste da Nigéria”

O Conselho de Segurança da ONU se somou nesta quarta-feira (9) a outros organismos internacionais e acionou o sinal de alarme pelo risco de fome em quatro países, vinculando pela primeira vez a situação aos conflitos nessas regiões. A informação é da agência EFE.

Em uma declaração pactuada por consenso, os 15 membros expressaram sua preocupação com a “ameaça de fome” para “mais de 20 milhões de pessoas no Iêmen, na Somália, no Sudão do Sul e no nordeste da Nigéria”.

O Conselho de Segurança, que se encarrega principalmente de vigiar a paz e a segurança no mundo, reconheceu que os conflitos que afligem esses quatro países são “uma importante causa” do perigo de fome que enfrentam. O Conselho urgiu a todas as partes dessas guerras a facilitar o fornecimento de ajuda humanitária à população necessitada e disse que deplora que algumas delas não o estejam garantindo.

Há meses, a ONU e várias das suas agências vêm advertindo sobre o drama que enfrentam milhões de pessoas nessas áreas pela falta de alimentos.

Finalmente, hoje, o Conselho de Segurança reconheceu a liderança na resposta a essa situação exercida pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e prometeu seu apoio. Além disso, urgiu toda comunidade internacional a doar recursos adicionais para “livrar as pessoas da  fome “.

O embaixador britânico, Matthew Rycroft, destacou em declarações aos jornalistas a importância de que o Conselho de Segurança tenha vinculado formalmente a fome aos conflitos no Iêmen, na Somália, no Sudão do Sul e na Nigéria.

“As crises de fomes hoje não são causadas somente pelo clima e pela superpopulação, mas por fatores humanos e, particularmente, por conflitos. É importante que isto esteja na agenda do Conselho de Segurança”, opinou.

 

(Da Agência EFE)

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