domingo , 22 outubro 2017
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Executivo vem driblando a crise financeira do DF

Desde que assumiu o comando do Executivo, Rodrigo Rollemberg enfrenta dificuldades imensas para colocar as contas públicas do Distrito Federal no eixo.

A situação do Distrito Federal não é muito diferente da que enfrentam outras unidades da Federação. Por enquanto, o que se pode ainda comemorar é que a toda a equipe, assim como o governador estão administrando a crise de forma responsável.

E quando se refere à responsabilidade, não estamos esquecendo dos atrasos nos repasses para empresas que prestam serviços terceirizados para o Governo de Brasília. Assim como não estamos também defendendo o parcelamento dos salários dos servidores.

Os problemas são inúmeros. A população cobra, a todo tempo, medidas e ações do Governo de Brasília que venham amenizar a crise. Afinal, quando o dinheiro circula é melhor para todos.

Contudo, vale destacar que embora o Distrito Federal tenha vários setores necessitando de obras, não estamos assistindo, como em anos anteriores, canteiros espalhados pela cidade.

Se não há recursos para pagar salários, também não podemos permitir que se façam obras, a Deus dará, para que tenhamos a “sensação” de que a cidade não está parada.

Podemos, sim, querer e exigir que os serviços prioritários, como saúde, educação, segurança, mobilidade, transporte público funcionem adequadamente.

Mas só de chegar em um ano pré-eleitoral e não ver a cidade sendo dividida em obras para que grandes empreiteiros e péssimos agentes públicos embolsem o dinheiro público já é um grande alívio.

A população já se cansou de gestões irresponsáveis e que metem as máquinas nas ruas para iludir o povo de que algo está sendo feito.

Nesta semana que passou, o governador Rodrigo Rollemberg entregou à Câmara Legislativa do Distrito Federal projeto de lei complementar (PLC) que institui uma previdência complementar para novos servidores públicos do Distrito Federal.

O texto do PLC ainda solicita permissão para que o Executivo possa unificar os dois fundos previdenciários do DF: o financeiro e o capitalizado.

A medida será suficiente para evitar o parcelamento do salário dos servidores, uma vez que o governo deixará de retirar do Tesouro local R$ 170 milhões mensais para bancar a previdência.

Esperamos que os distritais tenham responsabilidade e não vislumbrem apenas a questão de ser contra ou a favor do governo, mas que pensem na população do DF como um todo.

Aliás, por falar em responsabilidade, os brasilienses aguardam ansiosamente para ver ações responsáveis dos nossos distritais, que não têm sido tão republicanos assim.

A Casa tem dado grande demonstração de despreparo, principalmente quando criam leis inconstitucionais e vetam outras que seriam de extrema importância para a população.

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