sexta-feira , 15 dezembro 2017
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Estados concentram em torno de 500 mil empregos neste setor, sendo 200 mil diretos e outros 300 mil indiretos/Foto: Creative Commons

Provedores regionais concentram empregos e renda

Cerca de 500 dos aproximadamente 7 mil provedores de Internet (ISPs) do país estão no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, Estados que concentram em torno de 500 mil empregos neste setor, sendo 200 mil diretos e outros 300 mil indiretos.

Nos dois Estados, os profissionais empregados neste segmento são a mais alta renda de suas famílias, segundo dados divulgados pela InternetSul. Ainda conforme a associação, que representa todos os provedores dos dois Estados, as empresas deste segmento em todo o país compram um volume de cabos e fibras maior do que as operadoras de Telecomunicação, sendo responsáveis por movimentar os mercados de base ao segmento de Internet e Banda Larga.

Levantamento da Anatel publicado em maio deste ano corrobora o dado, mostrando que a fibra óptica utilizada pelos provedores regionais tem mais do que o dobro de penetração no mercado nacional, na comparação com a participação das grandes operadoras de Telecomunicações: enquanto os ISPs têm mais de 16% de sua infraestrutura em fibra, as Telcos têm este índice abaixo de 7%.

Desta forma, os provedores regionais vêm aumentando seu Market Share no país: segundo mostra a pesquisa da Anatel, em 2016 os ISPs adicionaram 500 mil novos acessos a suas bases, representando mais de 45% do total das adições no país.

Novos acessos

No primeiro trimestre de 2017, 80% dos novos acessos já ocorreram por meio dos provedores regionais, que hoje atendem a 4 de cada 5 novas residências contratantes do serviço. “A região Sul concentra alguns dos melhores profissionais da área de provimento de Internet do país”, comentou Luciano Franz, presidente da InternetSul, no evento de 20 anos da entidade.

“O trabalho de levar este setor adiante é pensar na sociedade e no desenvolvimento humano, que são diretamente beneficiados pela Internet para entregar comunicação, educação, saúde, transporte e tantos outros serviços”, complementa. Responsáveis por atender a localidades em que as grandes operadoras não chegam, os ISPs conseguem, ainda, entregar velocidades mais altas de Internet.

Ao passo que clientes das Telcos experimentam de 7 a 8 megas na prática, os consumidores de provedores regionais têm até 20 megas de velocidade disponíveis, segundo a InternetSul.Um mercado que só tende a crescer: hoje, cerca de 140 milhões de pessoas usam a Internet no Brasil, segundo pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Cetic.br e NIC.br.

Isso faz do país o quarto maior mercado de Internet mundial, de acordo com Euromonitor Internacional.Em se falando de cifras, o faturamento do setor é outro indicativo promissor: em 2016, as empresas de internet que atuam no Brasil faturaram, somadas, R$ 139,61 bilhões, segundo o IBPT.

 

(Estadão Conteúdo)

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