terça-feira , 24 outubro 2017
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Cury trabalhou na criação do Fundo Constitucional do DF/Foto: Fecomércio DF

Auditório da CLDF ganha o nome de Lindberg Aziz Cury

Desde a  sexta-feira (6), o auditório da Câmara Legislativa passou a ser denominado “Auditório Lindberg Aziz Cury”, em homenagem ao empresário, pioneiro e cidadão honorário de Brasília, falecido no dia 2 de dezembro de 2016. A Resolução nº 295/2017, de iniciativa do deputado Raimundo Ribeiro (PPS), foi publicada no Diário da Câmara Legislativa desta sexta-feira (6).

Para Raimundo Ribeiro a homenagem é justa e merecida, uma vez que Lindberg Aziz Cury é considerado por ele e por muitos como o “pai da política” do Distrito Federal”. O deputado lembra que, no momento em que Brasília tinha sua voz cassada, ele teve a coragem e disposição de colocar a Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF) para discutir os grandes temas políticos da cidade. Além disso, segundo o parlamentar, sua marca e grande contribuição ao DF e ao setor produtivo nacional é notável, pois ele ajudou a fortalecer o associativismo no país.

“A Associação Comercial do DF, quando presidida por Lindberg, ajudou a consolidar o direito dos brasilienses de elegerem um governador e fortaleceu a ideia de uma Câmara Legislativa própria, o que acabou acontecendo. Não temos outro nome que melhor represente nossa Casa”, acrescenta Ribeiro.

Trajetória 

Descendente de libaneses nascido em Anápolis (GO), Lindberg Aziz Cury mudou-se para Brasília em 1959, depois de terminar o curso de direito em Goiânia. Na capital, criou a revendedora de veículos Planalto Automóveis, que durante muitos anos foi a maior revendedora Ford da cidade, localizada na W3 Norte. Empresário cuja história se confundia com a de Brasília, foi também fundador e primeiro presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Automóveis, Peças e Acessórios e secretário de Desenvolvimento Econômico do DF.

Lindberg ajudou a consolidar a Associação Comercial do Distrito Federal, criada em 1957, entidade que presidiu durante 17 anos. Foi defensor das eleições diretas de 1982, tendo organizado o que é conhecido como o primeiro comício de Brasília, que contou com a presença de lideranças políticas nacionais, entre elas, Leonel Brizola e Lula.

Elegeu-se primeiro suplente ao Senado Federal em 1994 e, com a renúncia de José Roberto Arruda, após o escândalo da violação do painel do Senado, tornou-se senador entre maio de 2001 e janeiro de 2003. Entre os principais feitos de Lindberg no Senado está o fato de ter trabalhado com afinco pela criação do Fundo Constitucional para o Distrito Federal, hoje uma fundamental fonte de renda para garantir o funcionamento do GDF, sobretudo no que diz respeito às áreas de saúde, educação e segurança.

O empresário pioneiro morreu no dia 2 de dezembro do ano passado aos 82 anos, vítima de parada cardíaca. Deixou a mulher, Marta, quatro filhos e oito netos. Por sua trajetória, recebeu diversas homenagens da classe empresarial da cidade, incluindo o título de Mercador Candango, dado pela Fecomércio, e o prêmio Mérito Senac.

( Coordenadoria de Comunicação Social)

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