segunda-feira , 25 junho 2018
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Estação Antártica deve ficar pronta em 2019

Foto: Divulgação/Ministério da Defesa

Em 2012, a estação de pesquisa foi atingida por um incêndio, e a reconstrução começou em 2015. Conheça a história do local e o trabalho realizado pelos pesquisadores

O que é a estação?

Estabelecida em 1984, a Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) fica na Península Keller, no interior da Baía do Almirantado, Ilha Rei George, e foi criada para realização de estudos sobre o clima e o meio ambiente em geral. A Antártica, explica a Marinha, é o principal regulador térmico da Terra, modificando o clima e as condições de vida em todo o planeta, já que controla as circulações atmosféricas e oceânicas. Além disso, a proximidade entre o País e a Antártica faz com que os fenômenos naturais que ocorrem lá tenham influência aqui no Brasil.

O que aconteceu?

Em fevereiro de 2012, a estação foi parcialmente destruída por um incêndio — cerca de 70% das instalações foram afetadas. Dois tenentes, Carlos Alberto Vieira Figueiredo e Roberto Lopes dos Santos, morreram tentando combater o incêndio. Por causa do frio extremo, as obras só são feitas entre novembro e março de cada ano, e o local deve ficar pronto no verão de 2019. A Marinha do Brasil está supervisionando a reconstrução, com custo total de 99,6 milhões de dólares, realizada pela empresa que venceu a licitação, a Corporação Chinesa de Importações e Exportações Eletrônicas.

O que é feito na estação?

Pesquisas científicas em diversas áreas são realizadas na estação, como observação de fenômenos atmosféricos, inventário da fauna e flora local, monitoramento da qualidade do ar, entre outros estudos ligados à biologia, meteorologia, geofísica e outros campos. Os estudos, de alto nível, ajudam a compreender melhor as mudanças que o meio ambiente sofre atualmente e também fazem o País avançar no campo científico.

Como a estação ficará após a reforma?

Concluídas as obras, a nova estação terá 4,5 mil metros quadrados, 17 laboratórios e poderá abrigar até 65 pessoas. Além disso, ela ficará ainda mais moderna, com ultrafreezers para que os pesquisadores do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) possam armazenar amostras para realização dos estudos.

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