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Período de chuvas aumenta a incidência de barbeiros

O período de chuvas é propício à proliferação do barbeiro, inseto transmissor da doença de Chagas. Isso ocorre por causa da variação da umidade e elevação da temperatura nessa época/ Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

Insetos transmissores da doença de Chagas proliferam mais em tempos úmidos e quentes. Em 2017, foram capturados 617 barbeiros

O período de chuvas é propício à proliferação do barbeiro, inseto transmissor da doença de Chagas. Isso ocorre por causa da variação da umidade e elevação da temperatura nessa época.

Para evitar o aumento da quantidade do inseto, a Secretaria de Saúderecomenda que a população avise à Vigilância Ambiental, caso o encontre, para que sejam feitos a inspeção e o controle.

Em 2017, foram capturados 617 barbeiros. Desses, 538 foram encontrados no primeiro quadrimestre do ano. No período de seca (maio, junho, julho e agosto), não houve registro de nenhuma captura.

A secretaria dispõe de cuidadoso estudo sobre o tema, com base em dados coletados em 20 regiões administrativas do Distrito Federal entre 2002 e 2010.

A pesquisa traçou o perfil do comportamento do barbeiro nesse intervalo de tempo, bem mais comum no período de chuvas, especialmente em novembro, mês com maior incidência de calor úmido.

Para prevenir a doença, é necessário fazer o controle do besouro nas residências. Isso inclui frestas em paredes, assoalho ou forro, buracos, entulhos encostados em muros, atrás de quadros ou embaixo de colchões.

Travesseiros, términos de paredes com sancas que permitam locais escuros e que sirvam de esconderijo também são ambientes ideais para abrigá-lo.

Deve-se ainda ter atenção com os ambientes de criação de animais domésticos, como camas de cachorros e de gatos, gaiolas de pássaros e de roedores, galinheiros e chiqueiros.

Acionar Vigilância Ambiental em caso de suspeita

Em casos de desconfiança da presença do barbeiro, a Vigilância Ambiental em Saúde deve ser chamada para fazer a avaliação.

Como pode ser confundido com barata, o inseto, quando capturado, deve ser colocado em recipiente de vidro ou de plástico para que a equipe especializada possa confirmar.

É importante que o recipiente não esteja com álcool ou outra substância, porque pode dificultar a identificação da espécie. Também se recomenda não esmagar ou bater no inseto para facilitar a análise.

O barbeiro pode ser encaminhado a um dos 15 núcleos de Vigilância Ambiental em 65 unidades rurais. É possível ainda entrar em contato pelos números da Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde: (61) 99157-0815 ou da Gerência de Vetores: (61) 99287-6695.

Barbeiros têm hábito noturno

“O fato de ser picado pelo inseto não significa necessariamente ter a doença. O barbeiro tem de estar contaminado para poder transmitir”, afirmou o veterinário da Vigilância Ambiental, Laurício Monteiro. Segundo ele, nunca houve registro da doença de Chagas no DF.

Os barbeiros têm hábito noturno, o que dificulta a inspeção dos animais. A transmissão é feita quando o inseto, ao se se alimentar de sangue, defeca ou urina na pele da pessoa, o que provoca coceira.

Assim, eles eliminam parasitas na corrente sanguínea. “É comum que eles piquem o rosto, porque fica descoberto à noite.”

Doença de Chagas tem cura

Os principais sintomas da fase aguda da doença são: febre prolongada (mais de sete dias), dor de cabeça, fraqueza intensa e inchaço no rosto e nas pernas.

Também são comuns dor de estômago, vômitos e diarreia. Devido à inflamação no coração, pode ocorrer falta de ar intensa, tosse e acúmulo de água no coração e pulmão.

No local da entrada do parasito, próximo à picada do barbeiro, pode aparecer lesão semelhante a furúnculo, conhecida como chagoma de inoculação. Porém é menos frequente.

O tratamento deve ser indicado por um médico, após a confirmação da doença. O remédio, chamado Benznidazol, é oferecido na rede pública de saúde e deve ser utilizado em pessoas que tenham a forma aguda do mal, assim que ela for identificada.

Para os portadores da doença crônica, a indicação desse medicamento vale para pacientes que não apresentam sintomas. Nos exames normais (forma indeterminada), o uso deve ser avaliado caso a caso.

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