Estado tem ainda casos de covid e dengue e será visitado por Bolsonaro

O governador do Acre, Gladson Cameli, decretou estado de calamidade pública em dez cidades do estado, em virtude das cheias dos rios. Cerca de 130 mil pessoas foram afetadas no estado até agora. O decreto, publicado nesta segunda-feira (22) em edição extra do Diário Oficial do estado, incluiu, além da capital, Rio Branco, os municípios de Cruzeiro do Sul, Feijó, Jordão, Mâncio Lima, Porto Walter, Rodrigues Alves, Santa Rosa do Purus, Sena Madureira e Tarauacá.

Em Sena Madureira, rio já atinge mais de 17 mil pessoas — Foto: Marcos Vicentti/Secom

Em Sena Madureira, rio já atinge mais de 17 mil pessoas — Foto: Marcos Vicentti/Secom

De acordo com o governo do estado, alguns municípios têm registrado inundações históricas, com milhares de famílias desabrigadas. Cameli já havia decretado situação de emergência no estado. A diferença é que agora o estado reconhece a necessidade de ajuda financeira do governo federal para enfrentar a crise, bem como para prestação de assistência humanitária à população afetada.

O governo apontou ainda um recuo nas cheias dos rios em nove municípios. Entre os mananciais que apresentaram vazante estão o Rio Acre, em Rio Branco, com 15,43 metros (m); o Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, com 14,31m; o Rio Tarauacá, no município de Tarauacá, com 9,40m; o Rio Envira, em Feijó, com 14,49m; e o Rio Purus, em Santa Rosa, com 6,84m.

Cruzeiro do Sul sofre com a enchente do Rio Juruá e seus afluentes — Foto: Marcos Vicentti/Secom

Cruzeiro do Sul sofre com a enchente do Rio Juruá e seus afluentes — Foto: Marcos Vicentti/Secom

Os rios dos municípios de Jordão, Porto Walter, Mâncio Lima e Rodrigues Alves não têm medição por réguas, mas também apresentaram sinal vazante. O único rio ainda em ritmo de cheia é o Rio Iaco, em Sena Madureira, medindo 18,05m. Os registros são da Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cepdec).

As enchentes não são a única crise enfrentada no estado, que enfrenta também aumento no número de mortes por covid-19, resultado de uma saturação no sistema público de saúde. A dengue também tem sido um problema. O governo estadual estima que a dengue seja responsável por 80% da demanda nas unidades de pronto atendimento de Rio Branco, chegando a 8,6 mil casos suspeitos.

Tarauacá é a cidade com mais desligamentos de energia — Foto: Hilton Gomes

Tarauacá é a cidade com mais desligamentos de energia — Foto: Hilton Gomes

Com o acúmulo de problemas vividos pelo Acre, o presidente Jair Bolsonaro decidiu visitar o estado na próxima quarta-feira (24). A visita ocorrerá a pedido do senador Márcio Bittar (MDB-AC).

 

Fonte: Agência Brasil

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