Manifestação aconteceu em Kandahar, cidade na qual novo governo do Afeganistão estaria desapropriando moradores locais

Milhares de pessoas foram as ruas nesta terça-feira (14) no Afeganistão depois de terem recebido um ultimato por parte dos talibãs para deixar as casas em que vivem em um bairro pobre da cidade de Kandahar.

Milhares de pessoas foram às ruas de Kandahar para protestar contra ações do Talibã

JAVED TANVEER/AFP – 14.9.2021
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A localidade é habitada por cerca de 2 mil famílias, sobretudo, comandadas por viúvas de combatentes na guerra ocorrida no país nos últimos 20 anos, e o grupo fundamentalista visa reocupar os imóveis com seus integrantes.

Afegãos exibem a bandeira do país emc laro gesto de desafio ao domínio do Talibã

Afegãos exibem a bandeira do país emc laro gesto de desafio ao domínio do Talibã (Wakil Kohsar/AFP)

O que segue funcionando, contudo, vem tendo dificuldade de manter os salários em dia, por causa da profunda crise econômica que o Afeganistão atravessa.

É o caso de Haroon Agho, um professor que vive no bairro de Kandahar e que recebe um salário mensal que equivale a 100 dólares (R$ 522,54) para sustentar a família de dez integrantes. Ele recebeu ordem de desocupar a casa em que vive em até três dias.

O ultimato à população aconteceu enquanto a comunidade internacional prometeu ajuda financeira ao Afeganistão, para contemplar os cerca de 5 milhões de deslocados internos no país.

“As pessoas enfrentam uma situação catastrófica, obrigadas a deixar suas casas, privadas de serviços básicos e sob o risco de exploração e abuso”, escreveu nesta segunda-feira (13), no Twitter, a chefe do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU, Isabelle Moussard Carlsen.

A chegada ao poder dos talibãs levou à suspensão imediata dos fundos da comunidade internacional, que representavam cerca de 43% do PIB do Afeganistão, de acordo com dados do Banco Mundial.

Quase um mês depois, a Conferência do Afeganistão, realizada ontem em Genebra, sob a organização da ONU, conseguiu a promessa de mais de 1 bilhão de dólares (cerca de R$ 6 bilhões) para o país asiático, superando a meta inicial estabelecida, que era de 600 milhões de dólares (aproximadamente R$ 3 bilhões).

Fonte: INTERNACIONAL | por Agência EFE

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