
RESTAURANT WEEK
Marlene Galeazzi
O jantar de lançamento da 34ª edição especial da Brasília Restaurant Week, realizado na Matri Pizzeria do Noroeste, foi um sucesso.

CELINA NO COMANDO Pela segunda vez em menos de seis meses, a vice-governadora Celina Leão (PP) substitui o governador Ibaneis Rocha (MDB) no comando do GDF. Na primeira vez foram 65 dias, tempo em que Ibaneis ficou afastado por conta da baderna golpista de 8 de janeiro. Agora, Celina ficará mais 15 dias, período em […]
Pela segunda vez em menos de seis meses, a vice-governadora Celina Leão (PP) substitui o governador Ibaneis Rocha (MDB) no comando do GDF. Na primeira vez foram 65 dias, tempo em que Ibaneis ficou afastado por conta da baderna golpista de 8 de janeiro. Agora, Celina ficará mais 15 dias, período em que o governador estará fora do país. No total, serão 80 dias à frente do Palácio do Buriti. Até abril de 2026, a cena poderá se repetir várias vezes: Ibaneis sai e Celina assume. E assim irá se consolidando o projeto político de fazer da leoa a primeira mulher eleita diretamente para governar Brasília.
Na longa corrida ao Palácio do Buriti em 2026, não se discute o indiscutível: a candidata de Ibaneis é Celina. E ponto. O que já se discute acirradamente é quem será o (a) vice da leoa. Aí sobram candidatáveis. Até mesmo quem nunca concorreu a qualquer cargo eletivo briga pela cobiçada vaga. É o cheiro do poder subindo à cabeça de aliados muito próximos ao governador, porém, muito distantes dos eleitores.
O MDB briga pela vaga. A cúpula do partido acreditava que Ibaneis, por ser do MDB, lançaria algum candidato da própria agremiação para sucedê-lo. Não rolou. Hoje, a legenda aceita como prêmio de consolação o cargo de vice na chapa de Celina. Isso combinado, sobrou para o presidente regional do MDB, deputado federal Rafael Prudente, administrar vaidades dentro da legenda. Nas entranhas do partido, a briga pela vaga virou tiroteio no escuro. Ainda não há vítimas. Por enquanto.
Ibaneis Rocha comemorou a aprovação da reforma tributária na Câmara. A comemoração desagradou a Bolsonaro, que é contra a reforma e que tem em Ibaneis um aliado de primeira hora. O ex-presidente derrotou Lula no DF com o apoio do governador. Águas passadas. Ao apoiar a reforma, Ibaneis se alinha aos governadores que querem novo modelo tributário. Ao mesmo tempo, se aproxima de Lula e vai se afastando de Bolsonaro. Ibaneis e o DF têm mais a ganhar mantendo relações cordiais com Lula do que se ficar preso ao inelegível Bolsonaro.
Os brasilienses Bia Kicis e Alberto Fraga estão entre os 75 deputados federais do Partido Liberal (PL) que votaram contra a reforma tributária aprovada na Câmara, seguindo a orientação de Bolsonaro. Bia e Fraga devem, porém, contrariar o “mito” quando for votada, em agosto, a reforma fiscal proposta pelo Governo Lula.
O PL, maior partido de oposição ao Governo Lula, teve comportamento diferente na Câmara e no Senado ao votar o projeto da reforma fiscal. Na Câmara, o relatório do deputado Cláudio Cajado (PP-BA), que embutia o jabuti secador dos recursos do Fundo Constitucional do DF, obteve 372 votos a favor e 108 contra. Bia e Fraga vtaram contra o projeto porque nele estava o jabuti de Cajado. Mas 30 deputados do partido de Bolsonaro votaram pela aprovação da reforma fiscal. No Senado, 10 dos 11 senadores do PL votaram contra o parecer do relator Omar Aziz (PSD-AM), que eliminou o jabuti. Apesar do PL, o relatório foi aprovado: 57 votos a favor e 17 contra.
Bia e Fraga são aliados de Bolsonaro. Mas antes de serem bolsonaristas, são parlamentares brasilienses. Razão mais do que suficiente para carregar a obrigação de defender Brasília. A dupla tem feito trabalho de formiguinha dentro do PL e nos partidos de oposição para que a Câmara mantenha o texto da reforma fiscal aprovado no Senado.
Na primeira votação na Câmara, Bolsonaro liberou a direção do Partido Liberal a liberar seus deputados. Orientação que deve se repetir na segunda votação. Bia e Fraga se sentirão mais confortáveis para rejeitar o jabuti de Cajado e aprovar o texto vindo do Senado, ainda que a aprovação da proposta signifique mais uma vitória de Lula no Congresso.
Armando Guerra
[email protected]

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