
Defesa de Bolsonaro protocola revisão criminal no STF para anular condenação
Defesa argumenta que houve “erro judiciário”

Em fevereiro, PF concluiu que houve ‘injúria’, mas não indiciou ninguém em episódio no aeroporto de Roma
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e remeteu à Polícia Federal, para complementação das investigações, o Inquérito que apura ofensas e agressões contra o ministro Alexandre de Moraes e sua família ocorridas no aeroporto de Roma, em julho de 2023.
Em manifestação, a PGR verificou que, a partir do conteúdo do único aparelho celular apreendido, a PF identificou mensagem em que o episódio é narrado de maneira distorcida da realidade, o que pode indicar o compartilhamento de conteúdo de vídeo gravado na ocasião e sua manipulação para retratar “um cenário fantasioso”. Para a PGR, esses dados devem ser aprofundados, especialmente para se apurar a extensão dos fatos.
Na decisão, Toffoli afirmou que o pedido de retorno dos autos à autoridade policial deve ser acolhido, uma vez que a PGR é o órgão responsável pela acusação.
Em fevereiro, a PF afirmou que as imagens das câmeras mostram “com clareza” que Roberto Mantovani Filho atingiu no rosto o filho do ministro, e que, em seguida, o rapaz empurrou Mantovani. O delegado responsável, Hiroshi de Araújo Sakaki, frisou ainda que a gravação não possui áudio, o que “compromete a plena elucidação dos fatos”, já que os depoimentos trouxeram divergência sobre o que foi dito na ocasião.
O delegado escreveu que não poderia indiciar ninguém por causa de uma instrução normativa que veda o indiciamento no caso de crimes de menor potencial ofensivo, como a injúria. Outra justificativa foi a de que, nesse caso, a lei penal brasileira não poderia se aplicar a fatos ocorridos no exterior.

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