Foto: Henrique Luiz

Programa atende, mensalmente, uma média de 288 famílias e 126 entidades sociais. Somente de janeiro a agosto deste ano, foram doados quase 900 mil quilos de frutas e hortaliças

Pratos coloridos e mais nutritivos nas refeições diárias. Muitas famílias em situação de vulnerabilidade social passaram a se alimentar melhor com a ajuda do Governo do Estado e da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG).  Com as doações e as orientações do Banco de Alimentos, entidades sociais e donas de casa estão conseguindo levar mais nutrientes para a mesa.

O programa é desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa-GO). Em reuniões on-line, a equipe realiza capacitações de entidades sociais cadastradas sobre o aproveitamento integral dos alimentos, inclusive das cascas, que têm um grande valor nutricional.  As famílias atendidas pelo Banco de Alimentos receberam cartilhas com dicas nutricionais valiosas e fundamentais para quem, muitas vezes, não pode ter nem mesmo o arroz e o feijão no prato.

Gerente de Nutrição Social e Sustentável da OVG, Thaís de Paula Marques explica que uma dieta diversificada com frutas e verduras, em quantidades adequadas, traz inúmeros benefícios ao organismo. “O arroz e feijão são a base da alimentação do brasileiro, mas não precisam nem devem ser consumidos em grande quantidade. Sabendo preparar e aproveitando ao máximo os alimentos, é possível ter uma refeição saudável”, completa.

Comida na mesa

Por meio do Banco de Alimentos, a OVG e o Governo de Goiás atendem, mensalmente, 288 famílias e 126 entidades sociais. De janeiro a agosto, foram doados quase 900 mil quilos de alimentos, o que garantiu a segurança alimentar de pessoas em situação de vulnerabilidade social, que estão totalmente sem renda ou que vivem de auxílios.

É o caso de Verediana Neres, de 56 anos. Em uma pequena cozinha, ela prepara com carinho a refeição que servirá para as cinco netas menores de 10 anos e o marido. Há nove meses, a famílias sobrevive com um auxílio-doença de R$ 900. Um valor que precisa ser dividido para as despesas com aluguel, medicação, água e energia elétrica.

“Não sobra quase nada, comemos porque tem as frutas, verduras e hortaliças que ganhamos do Banco de Alimentos. Há muito tempo arroz virou produto de luxo. Quando compramos, misturamos, por exemplo, com cenoura ou batata. Não desperdiçamos nada”, revela Verediana.

Ilza Alves dos Santos é presidente do grupo Mulheres em Ação, entidade cadastrada na OVG e que fica na Vila Delfiori, em Aparecida de Goiânia. A instituição busca no Banco de Alimentos, uma vez por semana, frutas, verduras e folhagens que alimentam 210 famílias, cada uma com uma média de seis pessoas. “Somos gratos à OVG e ao Governo de Goiás por esse apoio. Aprendemos a aproveitar tudo com eles e fazemos questão de ensinar receitas e combinações que matam a fome de crianças, idosos, grávidas e pessoas com deficiência”, conta.

Diretora-geral da OVG, Adryanna Melo Caiado reforça o papel fundamental do programa no reaproveitamento dos alimentos no combate à fome. “É uma alegria saber que estamos contribuindo para a diminuição do desperdício e garantindo o direito à alimentação adequada para quem não tem condições de levar o básico para a mesa.”

A presidente de honra da OVG e coordenadora do Gabinete de Políticas Sociais, primeira-dama Gracinha Caiado, frisa que tem muita gente passando necessidade e que é com carinho que os alimentos são repassados para as famílias e entidades sociais. “Trabalhamos para oferecer o melhor. Antes de serem disponibilizados, os produtos são selecionados com muito cuidado porque, além de oferecermos os alimentos, temos a preocupação de garantir também dignidade a essas famílias, com tudo da melhor qualidade.”

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