Impacto nas pequenas e micros

Pesquisa realizada pelo Sebrae e pela FGV revelou que após um breve voo de galinha, mas micro e pequenas empresa do País começam a sentir mais significativamente as medidas de restrição à circulação impostas pelos governos estaduais. Nada menos que uma em cada duas micro e pequenas empresas está atuando sobre restrições de funcionamento, o que evidentemente impacta no faturamento das mesmas.

 

Impacto II

Turismo, Beleza, Serviços de alimentação e Economia artesanato foram os segmentos mais atingidos segundo a pesquisa. Mias de 46% dos estabelecimentos desses setores tiveram perdas semanais significativas de mais de 50% em seus faturamentos.   Os menores impactos foram sentidos em serviços de saúde, Agronegócio, Petshops, serviços empresariais e oficinas. Mesmo assim, as perdas superam os 30% em alguns destes segmentos.

 

Impacto III

Depois de sinalizarem uma interrupção no ciclo de demissões desde agosto do ano passado, a pesquisa revelou que os desligamentos voltaram a assubir, chegando a 19% das micro e pequenas demitindo alguém nos últimos 30 dias.  O índice é o segundo maior perdendo apenas para o mês de abril, quando as demissões chegaram a 38%, e  empatando com os mês de maio.

 

Impacto IV

Credito, crédito e mais crédito, é o que mais pedem as empresas. O problema é que 34% delas, ainda segundo a pesquisa FGV/Sebrae, estão inadimplentes, o que dificulta a obtenção de dinheiro novo.

 

Sem perspectiva

A mesma pesquisa mediu o grau de aflição dos micros e pequenos empresários em relação ao futuro, por segmento. O setor de bares e restaurantes lidera o pessimismo. Para 68% deles, o futuro tende a ser pior. De fato, o setor é o que mais demitiu gente e pode, nos próximos dias, a permanecer a atual situação, mandar pelo menos m ais mil empregados embora no DF. O mais otimista é o agronegócio, onde mesmo assim, 27% estão pessimistas.

 

Alivio

A decisão do GDF de prorrogar para dezembro o vencimento da primeira parcela do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e da Taxa de Limpeza Pública (TLP) criou animo no setor produtivo. Os impostos poderão ser parcelados em até 12 vezes. O objetivo é amenizar os efeitos da queda no faturamento dos setores de bares, restaurantes, lanchonetes, segmento de eventos, academias, hotéis e shopping centers.

 

Se correr o bicho pega

Tarde quente no Banco Central, com a reunião do Copom para decidir as novas taxas de juros. Os que querem conter o surto inflacionário defendem a elevação dos juros em até 0,75 ponto percentual. Os que defendem incentivos a retomada econômica querem manter os juros sem aumento, ou no máximo chegar a 0,25 ponto. No meio, a turma preocupada com os efeitos da decisão sobre o dólar, apostando que dependendo da decisão pode romper a barreira dos 6 reais.

 

bsbagora@gmail.com

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