O faturamento do segmento de seguros de pessoas superou o de seguros de automóveis pelo segundo ano consecutivo. Em 2020, a receita dos produtos para pessoas chegou a R$ 45,4 bilhões, enquanto as vendas de seguros de automóveis ficaram em R$ 35,3 bilhões, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). É uma mudança marcante, visto que os seguros de carros, historicamente, têm a maior participação no mercado brasileiro. No ano passado, particularmente, o crescimento dos seguros de pessoas foi de 4,9%.

O avanço do segmento é consequência de três fatores: estabilidade da economia, baixa penetração da categoria na sociedade brasileira e a conscientização em se proteger diante de uma pandemia que assustou o mundo, o Covid-19.

Em 2020, em função da pandemia, as seguradoras efetuaram o pagamento de quase 27 mil sinistros em decorrência da Covid-19, totalizando R$ 1,12 bilhão. Aliás, vale mencionar aqui uma mudança no mercado de seguros pessoais.

Logo no começo da pandemia, em abril, a Prudential do Brasil foi a primeira seguradora a tomar a decisão de desconsiderar a cláusula de exclusão ligada a pandemias e epidemias que, normalmente, isenta as seguradoras de terem que pagar prêmios relacionadas à própria pandemia em períodos como o atual. Era o certo a se fazer naquele momento e, dado o tamanho, representatividade da empresa e o compromisso de proteger vidas, logo mercado seguiu essa mesma decisão.

O crescimento da procura por seguros de vida no Brasil, ainda que intensificado em 2020 com o confronto direto com a finitude e a necessidade de um melhor planejamento financeiro frente às incertezas, é anterior ao evento da Covid-19. É um movimento que vem ganhando força nos últimos anos no Brasil, consequência da estabilidade econômica iniciada em 1994. Antes disso, era muito difícil para o brasileiro se planejar e o seguro de pessoas não entrava na lista de prioridades. Com a situação mais estável e com uma visão de longevidade, uma nova geração passou a perceber a importância de planejar o futuro, e foi aí que o seguro de vida entrou no radar do brasileiro.

Em linha com o crescimento do mercado de seguros, a Prudential do Brasil reestruturou seu modelo de franquias, com o objetivo de modernizar e inovar essa rede de negócios, visando a longevidade do principal canal de distribuição de seguro de vida da empresa, implantado com pioneirismo há 17 anos e responsável por grande parte da conquista de sua liderança de mercado. Atualmente, é a maior seguradora independente do país no segmento de pessoas e uma associada da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Os franqueados montam planos de proteção para a vidas dos clientes, com soluções personalizadas.

O modelo de franquias da rede acompanha as tendências da indústria de franquia no Brasil, as normas dos órgãos reguladores e está alinhado com a nova Lei de Franquias, que entrou em vigor em março de 2020 e trouxe clareza aos negócios e as relações entre franqueadora e franqueados, com expectativas de estimular ainda mais o setor de franquias e o empreendedorismo no país, que já vem crescendo aceleradamente.  São mais de 1,5 mil franqueados e o objetivo da companhia é dobrar essa rede nos próximos cinco anos.

O cenário é otimista para franqueadora e franqueados, a baixa penetração dos seguros de pessoas na população do país é encarada como oportunidade de crescimento. Mesmo com essa ascensão, hoje, somente 15% da população brasileira economicamente ativa tem um seguro de vida. Para se ter ideia de como ainda há espaço nesse mercado, nos Estados Unidos, cerca de 70% da população tem esse tipo de seguro. No Japão e na Coreia do Sul esse índice passa de 90%.

Vale lembrar que o seguro de vida é um instrumento de proteção, trata-se de um seguro e não de um investimento. E para contratar um seguro de vida é preciso ter o capital, sim, e também saúde. Por isso que é algo que precisa ser feito o quanto antes na vida de uma pessoa, já que se avalia os seus riscos. Quanto mais jovem, melhor condição de saúde e, logo, melhor precificação.

O seguro de vida avalia riscos, aliás, que são inerentes a todos nós. Risco de viver muito (e ter que arcar com os gastos e manter o padrão de vida na longevidade), risco de invalidez no meio do caminho, risco de ter uma doença grave e, claro, o risco da ausência precoce.

Muita gente associa o seguro de vida apenas ao último risco da lista, que é a morte, mas há diversos outros. Há, inclusive, o risco de se viver muito e para o qual o seguro de vida também é desenhado. A vida expande, o segmento de seguros de pessoas também.

HUMBERTO MADEIRA 

Vice-presidente de franquias da Prudential do Brasil

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