Kubitschek em imagem oficial - Wikimedia Commons

Ação da Secretaria de Turismo encerra as comemorações do Setembro Cívico – Juscelino para Sempre

Que Juscelino Kubitschek foi o presidente que idealizou Brasília e construiu a capital federal em mil dias, todo mundo sabe. Mas você sabia que ele esteve em uma revolução armada? Ou que foi seminarista? E que teve dois enterros? Essas e outras curiosidades fazem parte do acervo de Nos Passos de JK, projeto lançado nesta quarta (30) no site da Secretaria de Turismo (Setur) para homenagear uma das personalidade mais marcantes da história brasileira.

“JK ainda instiga o imaginário brasileiro e é presente em cada canto de Brasília”, explica a secretária de Turismo, Vanessa Mendonça. “Nos Passos de JK é uma jornada pela história do brasileiro mais importante do século passado e que teve participação fundamental no país que temos neste século.”

Setembro Cívico

A ação encerra a série Setembro Cívico – Juscelino para Sempre, que homenageou os 118 anos de nascimento do ex-presidente e divulgou a promoção de Brasília como destino do turismo cívico pedagógico nacional.

Arte: Divulgação/Setur

Nos 30 dias dedicados a JK, foram feitas lives com personagens ligados à história do ex-presidente, uma carreata de carros antigos para lembrar a estruturação da indústria automobilística durante seu governo e o lançamento do perfil @Brasilia1960, no Instagram, que resgatou fotos antigas coloridas artificialmente para repaginar a construção da capital.

Governo JK - Resumo e plano de metas

 Juscelino Kubitscheck, presidente do Brasil entre 1956 e 1961. |  Foto: Reprodução

Ainda dentro da programação cívica Setembro Cívico, a Setur promoveu a Troca da Bandeira virtual, em parceria com a Marinha do Brasil, e assinou acordo de cooperação técnica com o Ministério do Turismo para promover o turismo cívico junto a escolas de todo o país, além de firmar, dentro do mesmo projeto, parceria com a Voetur.

Dentro do roteiro montado pela Setur na plataforma Google Earth, os internautas poderão percorrer os passos de Juscelino Kubitschek ao longo dos seus 74 anos, iniciando em Diamantina (MG), onde ele nasceu. Ao longo do trajeto, há informações detalhadas e fotos de época, muitas delas raras.

Curiosidades

O passeio histórico reserva curiosidades que nem todo mundo sabe, como a participação de Juscelino na Revolução Constitucionalista, em 1932, quando o ex-presidente atuou como médico na cidade de Passa Quatro (MG), onde havia acirrados conflitos entre mineiros e paulistas.

“Nunca pude me esquecer daquele espetáculo”, escreveu JK, à época. “Intermitentemente, faziam-se ouvir as peças de grosso calibre, canhões e morteiros. As granadas, explodindo a intervalos, davam-me impressão tão estranha quanto sinistra. Faziam-me pensar, estourando de um extremo a outro, que o Anjo da Morte distendia um imenso sudário para amortalhar a Mantiqueira.”

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Foto: Divulgação

Antes desse episódio, JK quase seguiu o chamado religioso. Ainda estudante, frequentou durante três anos o Seminário dos Padres Lazaristas, em Diamantina, que só deixou para ingressar no curso de medicina, em Belo Horizonte. Entre idas e vindas, o passeio leva o internauta à capital mineira, ao Rio de Janeiro e a Paris, onde Juscelino se especializou em urologia.

Viagem virtual

O roteiro virtual pela história do chamado “presidente bossa nova” termina depois de sua morte, em 1976, em um acidente de carro, no Rio de Janeiro. JK teve dois enterros, ritual característico daqueles que deixam este mundo para ficar na eternidade.

No primeiro, ainda em 1976, em plena ditadura militar que cassou seus direitos políticos, o cortejo, segundo relatos da época atraiu mais de 200 mil pessoas até o Campo da Esperança, em Brasília.

O segundo, em 1981, em sua morada definitiva localizada no Memorial JK, marcou o estabelecimento de um dos monumentos mais marcantes de Brasília. O local reúne o acervo pessoal e político do ex-presidente, fotos que contam detalhes de sua vida e obra, a sala de metas para seu governo, maquetes, vestes, imagens da construção e inauguração da capital e, ainda, uma reconstrução da biblioteca pessoal. “O legado de JK está sempre vivo”, pontua a secretária Vanessa Mendonça.

Com informações da Setur

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