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Previsão é de alcançar a marca de 80 Cepis construídos desde 2019. Ceilândia ganhará mais duas escolinhas voltadas para a primeira infância, uma na QNO 18 e outra na QNP 11
Até o fim do ano, a expectativa é entregar 17 novos Centros de Educação da Primeira Infância (Cepis) e alcançar a marca de 80 unidades infantis entregues desde 2019. O compromisso com a educação de primeira infância segue sendo uma das prioridades do Governo do Distrito Federal (GDF). O investimento nas unidades soma R$ 92 milhões.
Nesta sexta-feira (22), o governador Ibaneis Rocha visitou o recém construído Cepi Orquídea do Cerrado, localizado na EQNP 8/12, em Ceilândia. A creche recebeu investimentos da ordem de R$ 4.318.479,16 para acolher com conforto e segurança 188 alunos em período integral. A cidade terá mais duas escolinhas, uma na quadra QNO 18 e outra na QNP 11.
“A nossa determinação é diminuir a fila que ainda existe para conseguir uma vaga nas creches do Distrito Federal. Já conseguimos reduzir bastante. Quando assumimos o governo, em 2019, eram 23 mil crianças que aguardavam na fila. Hoje, nós temos aproximadamente seis mil. Para esse ano, temos 17 creches que ainda serão entregues e a gente vem buscando ampliar por meio da parceria com a iniciativa privada”, afirmou o chefe do Executivo.

Ibaneis Rocha: “Quando assumimos o governo, em 2019, eram 23 mil crianças que aguardavam na fila. Hoje, nós temos aproximadamente seis mil” | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./ Agência Brasília
Cada novo Cepi tem capacidade para atender 188 crianças em turno integral, o que representa mais 3.196 vagas para crianças de 4 meses a 3 anos nas 17 novas unidades.
De acordo com a secretária de Educação, Helvia Paranaguá, o objetivo é aproximar o governo da comunidade: “Estamos chegando até a população e incentivando essa etapa da primeira infância. Até o fim do ano, a nossa meta é entregar 80 Cepis construídos nos últimos cinco anos”, revelou a secretária de Educação, Helvia Paranaguá.

A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá: “Estamos chegando até a população e incentivando essa etapa da primeira infância”
– Samambaia (Quadra 217)
– Riacho Fundo 2 (QN 9)
– Riacho Fundo 2 (QN 7)
– Recanto das Emas (Q 510)
– Recanto das Emas (Q 109)
– Taguatinga (Setor J)
– Taguatinga (Setor L)
– Ceilândia (QNP 11)
– Ceilândia (QNO 18)
– Taquari
– Jardins Mangueiral
– Riacho Fundo (QN 14)
– Guará (EQ 17/19)
– Santa Maria (215/315)
– Estrutural
– Gama (EQ 01/02)
– Vila Telebrasília
A escolinha segue o padrão definido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que contempla 10 salas de atividades para a educação infantil, sala multiúso, direção, secretaria, sala de professores, solários, fraldários, lactário, sala de amamentação, refeitório, pátio não coberto para a instalação de brinquedos infantis, sanitários para alunos e para professores/comunidade, sanitários para pessoas com deficiência, playground, cozinha, despensa, rouparia, lavanderia, vestiários e copa para os funcionários.

Cada novo Cepi tem capacidade para atender 188 crianças em turno integral
O Cepi Orquídea do Cerrado é administrado pelo Instituto Éden, responsável por cuidar de outras quatro creches públicas do DF. “Nós temos trabalhado para uma sociedade mais justa, humana e feliz. Atendemos, ao todo, cinco Cepis e eu fico muito satisfeita em ter uma administração experiente para orientar pais e crianças”, completou a presidente do instituto, Haidée de Souza Neves.
Mesmo com toda a infraestrutura pré-definida pelo governo federal para impulsionar a educação psicopedagógica, o Cepi Orquídea do Cerrado foi além. O grande diferencial da creche é a horta comunitária, plantada e regada pelos próprios alunos. Por lá, as crianças cuidam das plantações de tomate, alho e milho.
O pequeno Vinycius de Oliveira, de 4 anos, disse que as aulas preferidas dele são aquelas sobre o meio ambiente: “Eu gosto da minha escola e amo plantar e comer tomate nos lanches”.
Os alunos do Cepi Orquídea do Cerrado são acolhidos em período integral, o que garante tranquilidade para os pais irem ao trabalho. Das 7h30 às 17h30, são diversas tarefas propostas pela equipe pedagógica para entreter, ensinar e interagir com os pequenos.
Andréa Sousa, coordenadora pedagógica
“Para que as crianças consigam ficar dez horas diárias, é necessário que haja atividades diversificadas. Isso colabora não só no desenvolvimento pedagógico, como também no motor também. Nós traçamos mensalmente as atividades lúdicas que estimulam o desenvolvimento, como brincadeiras ao ar livre e circuitos”, detalhou a coordenadora pedagógica da unidade, Andréia Sousa.
O Cepi Orquídea do Cerrado é mais uma das creches entregues aos moradores de Ceilândia. O Centro de Educação da Primeira Infância Papagaio, localizado na EQNP 6/10, foi inaugurado em 2020 e hoje acolhe 112 crianças graças ao investimento de R$ 3.060.454,20 do GDF. O governo ainda trabalha na construção de outras duas unidades em Ceilândia, uma na QNO 18 e outra na QNP 11. As duas demandam recursos de mais de R$ 11,3 milhões para acolher 376 crianças.

Entre outras coisas, a estrutura do Cepi inclui 10 salas de atividades para a educação infantil, sala multiúso e parque
Um dos maiores anseios dos pais é saber se o filho está sendo bem cuidado na escola onde estuda. A autônoma Jeovania Pereira de Oliveira, 45, teve medo quando tirou o filho da creche particular para matriculá-lo no Cepi Orquídea do Cerrado.
“Eu fiquei com muito receio no início, o coração ficava na mão. Quando cheguei e conheci a equipe, eu tive a confiança de deixar meu filho lá. Eu não podia pagar R$ 800 de mensalidade na creche particular. O Cepi está me ajudando muito, principalmente porque vejo no dia a dia que a instituição está preparada para lidar com as crianças”, afirmou.
Joyceane Silva Oliveira, 24, é autônoma e mamãe do Levi. Ele foi diagnosticado com transtorno do espectro autista quando tinha 1 ano de idade. Hoje, aos 3 anos, ele é assistido pela equipe do Cepi. Segundo ela, a inauguração da creche ao lado de casa foi crucial para o desenvolvimento do filho.
“Ele é muito bem acolhido pela equipe da escola. O Levi se desenvolveu muito com as outras crianças. Quando eu o deixo todos os dias, eu fico despreocupada porque eu sei que ele vai receber todo o cuidado necessário”, pontuou. “Com a creche em período integral, eu consigo arrumar a casa e fazer bicos para aumentar a renda da família. Sem a escolinha, eu teria de arrumar uma babá para conseguir trabalhar, o que não compensaria com os gastos que temos hoje.”
A atendente Taís da Silva Caetano, 30, tem dois filhos que estudam na creche. Para ela, é visível o desenvolvimento dos pequenos depois que começaram a ir para a escolinha. “O Theo nem sentava há quatro meses. Hoje, ele já anda. O Calleb já está aprendendo a ler e a contar. Com pouco tempo que estão na creche, já ajudou muito no crescimento deles. O que eu mais gosto aqui é do acolhimento. Os dois são um chamego puro com as tias. Isso me tranquiliza”, defendeu.

Atuação da instituição garantiu mais de 82 mil transfusões de sangue na rede pública de saúde do Distrito Federal

Datas foram publicadas no Diário Oficial do DF desta quarta-feira (31)

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