30 anos depois do crime: ex-líder de gangue é condenado pena mínima de 40 anos pelo assassinato do rapper Tupac Shakur
13 de outubro, 2026
| Por: Agência O Globo
Duane Davis foi considerado culpado de homicídio em primeiro grau por planejar o assassinato do magnata do rap em 1996, perto da Las Vegas Strip
Tupac Shakur, morto em setembro de 1996 — Foto: Reprodução/Instagram
O ex-líder de gangue Duane “Keffe D” Davis foi condenado nesta terça-feira a uma pena de 40 anos à prisão perpétua pelo assinato, em 1996, do famoso rapper Tupac Shakur. Em setembro, um júri considerou Davis culpado de um crime de homicídio com uso de arma de fogo pela morte do astro do rap em um tiroteio ocorrido em Las Vegas em 7 de setembro de 1996. Ele já cumpriu 731 dias de pena, que foram descontados da sentença.
Na época do crime, Davis liderava a gangue South Side Compton Crips, que controlava partes de Los Angeles nos anos 1990. Segundo a acusação, ele teria ordenado o assassinato depois que seu sobrinho foi agredido por membros do séquito do artista, também conhecido como 2Pac, em um cassino de Las Vegas.
“Duane Davis, na cultura das gangues, não podia deixar isso acontecer”, declarou o promotor Binu Palal durante as alegações finais.
Shakur foi morto a tiros duas horas após o confronto no cassino por um homem que estava em um Cadillac branco, que parou em um semáforo vermelho ao lado do BMW em que o rapper viajava. Segundo os promotores, Davis entregou a arma a alguém no banco traseiro do Cadillac para que efetuasse os disparos.
Davis é a única pessoa acusada pelo assassinato. A investigação ficou parada durante décadas por falta de provas, mas o caso foi reativado após a publicação das memórias de Davis, em 2019.
Em setembro de 1996, Tupac estava sentado em um BMW que Knight dirigia quando um Cadillac parou ao lado deles e tiros foram disparados — Foto: Reprodução
No livro, ele afirma que estava no banco dianteiro do Cadillac branco naquele dia. Agora, porém, nega essas confissões e se declara inocente. Michael Sanft, advogado de defesa de Davis, classificou as confissões do cliente como ficção e mentiras criadas para promover o livro.
O assassinato de Tupac Shakur, aos 25 anos, era um dos casos não solucionados mais célebres dos Estados Unidos.