A prática da automedicação em casos de dengue pode agravar o quadro da doença
3 de março, 2024
| Por: Agência Brasília
Ao apresentar os sintomas característicos, população deve recorrer a uma das unidades básicas de saúde da rede pública ou a instituições particulares
Vários dos desconfortos habituais da doença podem ser combatidos por meio de remédios de venda livre, ou seja, cujo acesso não requer receita médica. Não à toa, é comum que muitas pessoas, cientes da suspeita de dengue, optem pela automedicação. A prática, contudo, não é recomendada e pode levar ao agravamento do caso clínico do paciente.
Em meio ao aumento dos casos de dengue, é crucial estar ciente dos cuidados necessários ao tratar os sintomas da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Diferentemente de outras patologias, a enfermidade não tem medicamento específico para o tratamento, que está mais focado em combater os já conhecidos sintomas, como dor de cabeça, dor no corpo, febre, enjoos, vômitos e manchas vermelhas.
“O uso desregulado dos medicamentos pode ocasionar o que a gente chama de hepatotoxicidade, podendo gerar lesões no fígado e até insuficiência hepática”
Andrea Franco Amoras Magalhães, médica do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) e servidora do Samu
A médica Andrea Franco Amoras Magalhães, do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), alerta que alguns medicamentos como anti-inflamatórios e a aspirina não devem ser utilizados por pacientes com a doença. “Isso porque esses remédios aumentam, no organismo, a chance de o quadro do paciente evoluir para uma dengue hemorrágica”, enfatiza a profissional de saúde.
Foto: Divulgação/Agência Brasília
Segundo a especialista, é comum a utilização da dipirona e do paracetamol no tratamento dos quadros sintomáticos de dengue. No entanto, compete exclusivamente ao profissional de saúde receitar a dosagem adequada e o período de ingestão de cada medicamento, conforme o caso clínico de cada pessoa.
“A gente orienta a comunidade a utilizar os medicamentos dentro da dose permitida para o dia. Os antitérmicos, por exemplo, devem ser tomados a cada seis ou oito horas; em algumas situações a cada quatro horas. Essa conta, no entanto, quem vai fazer é o médico”, prossegue.
Outro risco está na superdosagem desses remédios, que pode resultar em casos de intoxicação. “O uso desregulado dos medicamentos pode ocasionar o que a gente chama de hepatotoxicidade, podendo gerar lesões no fígado e até insuficiência hepática”, detalha a servidora do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Busque atendimento
Como cada caso de dengue é único e a abordagem terapêutica deve ser personalizada, consultar um médico é o ponto de partida para a garantia de um tratamento seguro e eficaz, além de evitar complicações decorrentes da dengue.
Das 176 UBS que atendem casos suspeitos de dengue, 11 unidades oferecem um horário especial noturno para a população | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília
Em casos mais graves, classificados como grupos C e D, que envolvem dores intensas na barriga, vômitos persistentes, sangramentos no nariz, na boca ou pelas fezes, tonturas e extremo cansaço, os pacientes devem procurar uma das 13 unidades de pronto atendimento (UPAs) espalhadas pela capital.
Além das UBSs e das UPAs, o GDF também disponibiliza tendas de acolhimento à população, das 7h às 19h, nas administrações regionais a seguir:
→ Ceilândia – QNM 13, Módulo B → Sol Nascente/Pôr do Sol – SHSN VC 311, Trecho II → Samambaia – Quadra 302, Conjunto 13, Lote 5 – Centro Urbano → Sobradinho – Quadra Central, St. Administrativo, Lote A → São Sebastião – Quadra 101, Conjunto 8 → Estrutural – Setor Central Área Especial 5 s/n → Recanto das Emas – 85, Av. Recanto das Emas Q 206, 300 → Brazlândia – St. Tradicional Quadra 16 → Santa Maria – Quadra Central 1, Conjunto H, Lote 1