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Sessão do primeiro filme brasileiro a vencer a categoria de Melhor Filme Internacional emocionou os 470 espectadores no último dia de exibição

Sob aplausos e com a sala cheia, os telespectadores de Brasília assistiram à exibição do filme Ainda Estou Aqui no último dia da Mostra Oscar 2025, no Cine Brasília, nesta quarta-feira (5). Dirigido por Walter Salles, o longa conquistou o Oscar de Melhor Filme Internacional, marcando a primeira estatueta da Academia para o Brasil e reafirmando a força do cinema nacional no cenário global.
Na avaliação da diretora do Cine Brasília, Sara Rocha, a sessão foi uma oportunidade para o público rever ou assistir à obra aclamada. “Nós democratizamos o acesso ao cinema, promovendo a integração entre o público e o melhor do cinema nacional e internacional, com preços populares que reforçam o papel do Cine Brasília como um cinema público”, ressaltou.
Baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, Ainda Estou Aqui tornou-se um fenômeno de público: arrecadou mais de R$ 150 milhões mundialmente e levou mais de 5 milhões de espectadores aos cinemas brasileiros, tornando-se um dos maiores sucessos do país.
A premiação de Melhor Filme Internacional foi um dos motivos que atraiu Erick Coutinho, 20, ao cinema. “Eu já queria ver antes, mas depois do prêmio agilizei para saber da história”, contou. Outra motivação para ir ao cinema foi a atuação de Fernanda Torres e o trabalho de Walter Salles. “Eu acompanho o trabalho deles há muito tempo e não deixaria de ver a obra”, disse o estudante. Após a sessão, ele saiu satisfeito: “Valeria o prêmio de Melhor Filme. Dos indicados que eu vi, esse foi o melhor”.
Edinalva Ferreira, 55, também se entusiasmou com o Oscar: “Valeu a pena esperar tanto tempo. Pena que é o primeiro, mas virão muitos. Acho incrível ver um filme nacional recebendo esse destaque. Isso mostra que temos histórias fortes e bem-contadas para o mundo todo”.
Para Gustavo Simas, 59, o Oscar foi merecido, principalmente pelo tema retratado. “É uma recriação de um momento que eu vivi”, relembrou. “Quem tinha um mínimo de informação passava por essa pressão psicológica o tempo todo. É muito importante sabermos a história e não deixar que ela se repita”, afirma o professor, que levou o filho Guilherme, 18, para assistir à obra.

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