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Aedes aegypti: 49% dos municípios avaliados estão em situação de alerta ou risco para mosquito, alerta Ministério da Saúde

8 de outubro, 2026 | Por: Agência O Globo

Vasos e pratos de plantas, garrafas e outros recipientes que podem acumular água correspondem a 42,3% dos criadouros identificados

Uma fême de mosquito Aedes aegypti se prepara para picar o dedo de uma pessoa — Foto: CDC/divulgação

Um novo levantamento realizado pelo Ministério da Saúde mostra que 49,2% dos municípios avaliados estão em situação de alerta ou risco para o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e chikungunya.

O 2º ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre maio e agosto de 2026, identifica os principais tipos de criadouros do Aedes aegypti e é uma ferramenta estratégica para orientar as ações de vigilância, prevenção e controle nos territórios.

Como apontam os dados, a maior parte dos focos está em recipientes presentes no dia a dia da população. Vasos e pratos de plantas, garrafas e outros recipientes que podem acumular água correspondem a 42,3% dos criadouros identificados. Na sequência, aparecem os reservatórios de água, como caixas d’água e tonéis (26,1%), e pneus e resíduos sólidos, incluindo garrafas PET, latas e entulho (23%).

Na Região Norte, predominam pneus e resíduos sólidos. Na Região Nordeste, destacam-se os recipientes utilizados para armazenamento de água. Já nas Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, a maior concentração está em vasos, pratos de plantas, garrafas e outros recipientes.

Por outro lado, segundo a pasta, o país registrou uma queda de aproximadamente 70% nos casos prováveis de dengue em 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Até 26 de setembro, foram contabilizados 470,5 mil casos prováveis no país, contra 1,5 milhão no mesmo período do ano anterior.

Também houve redução nos registros de chikungunya e Zika. Foram contabilizados 67.902 casos de chikungunya, 43% a menos que os 118.885 registrados em 2025. Para Zika, foram 2.141 casos, 35% abaixo dos 3.724 casos registrados no mesmo período do ano anterior.

El Niño

A chegada do fenômeno El Niño no segundo semestre deste ano no Brasil pode gerar o aumento de casos de arboviroses, como dengue, zika, chikungunya e febre oropouche, de acordo com novo alerta do Ministério da Saúde. Segundo projeções desenvolvidas pelo InfoDengue/Fiocruz, o país poderá registrar cerca de 1,7 milhão de novos casos de dengue no próximo ano.

Em comunicado de julho deste ano, a pasta apontou que o aumento das temperaturas e das chuvas em algumas regiões, assim como os períodos de seca em outras áreas, podem estimular o armazenamento de água e a formação de criadouros de mosquitos e carrapatos.

“Diante desse cenário, o Ministério da Saúde recomenda que estados e municípios intensifiquem as ações de vigilância e controle, com a realização de bloqueios de transmissão nos primeiros casos identificados, reorganização das atividades dos Agentes de Combate às Endemias e adoção das tecnologias de controle vetorial preconizadas pela pasta”, diz o comunicado.

Como se proteger?

Segundo a pasta, as recomendações para se proteger são:

  • A orientação é fazer vistorias regulares em casa e nos espaços ao redor para identificar e eliminar locais que possam acumular água;
  • É importante verificar vasos e pratos de plantas, garrafas, baldes, pneus, calhas, ralos, caixas d’água e outros recipientes. Sempre que possível, eles devem ser esvaziados, descartados ou mantidos protegidos da chuva; e
  • Caixas d’água, tonéis e cisternas devem permanecer bem fechados. Garrafas e baldes devem ser guardados virados para baixo, enquanto calhas e ralos precisam ser mantidos limpos. Pneus, latas, plásticos e entulhos devem receber destinação adequada.

Esses cuidados devem fazer parte da rotina durante todo o ano e ganham ainda mais importância nos períodos em que as condições ambientais favorecem a reprodução do Aedes aegypti.

BS20261008124213.1 – https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/10/08/aedes-aegypti-49percent-dos-municipios-avaliados-estao-em-situacao-de-alerta-ou-risco-para-mosquito-alerta-ministerio-da-saude.ghtml

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