
A força do afeto: voluntariado do Hospital de Base celebra 61 anos de dedicação
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Equipes coletam animais peçonhentos e orientam sobre prevenção de acidentes

Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília
Diariamente, agentes de saúde visitam casas, empresas, lojas e estabelecimentos públicos e privados para prevenir e controlar a presença de escorpiões. A cada visita, eles atuam na orientação e avaliação de medidas de controle. “Os escorpiões gostam de viver perto da gente porque oferecemos as condições para isso”, observa o biólogo Israel Moreira.
Ambientes escuros e úmidos, como caixas de esgoto, entulho, restos de materiais de construção e amontoados de objetos, são os principais abrigos para escorpiões. Eles costumam passar o dia escondidos, preferindo sair no período noturno em busca de presas. Sua alimentação é baseada em um tipo de inseto também muito comum: baratas.
De acordo com o biólogo, a desinsetização é relevante não para eliminar diretamente os escorpiões, mas para controlar a presença de baratas. A redução desses insetos elimina uma das condições que favorecem a presença do aracnídeo. “Existem pesticidas que matam o escorpião, mas não se sabe ainda se o uso dessas substâncias é seguro. Isso porque, muitas vezes, são produtos que acabam estimulando o deslocamento dos escorpiões e, assim, facilitando a ocorrência de acidentes”, explica Moreira.
Ao encontrar um escorpião, a orientação é evitar contato direto com o animal. Caso a pessoa se sinta segura e protegida para realizar a captura, deve utilizar um recipiente adequado, sem tocar no escorpião com as mãos. Apesar de não terem postura agressiva contra humanos, os escorpiões se tornam perigosos quando se sentem ameaçados.
Caso consiga capturá-lo com segurança, o ideal é mantê-lo em um recipiente fechado e ligar para o número 160 ou para o 162. “Recolher o escorpião é importante porque, dessa forma, saberemos qual espécie está infestando a casa da pessoa”, alerta Moreira.
Quando em ação, os agentes de saúde seguem um protocolo básico de visita técnica: procuraram escorpiões em todos os locais onde eles poderiam estar escondidos, levantando tampas de esgoto e de caixas de gordura, observando pontos com concentração de folhas e com atenção especial a áreas semelhantes a um quintal. Até espelhos são usados para tentar localizar o aracnídeo eventualmente abrigados em bordas internas de caixas de esgoto.
Assim como os agentes de saúde, a população deve ficar atenta: os escorpiões foram responsáveis por 2.817 acidentes registrados na capital entre janeiro e agosto, sendo 38 deles classificados como graves.

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