
Celina Leão eleita governadora do DF
Marlene Galeazzi
Mal teve tempo de descansar após dias de intensa campanha, já mergulha nos projetos de sua futura gestão.

Ele contava com uma vitória no tapetão para voltar à política, ocupando a vaga que hoje pertence ao partido Republicanos, com Gilvan Máximo.
O ex-governador Rodrigo Rollemberg, que não conseguiu nem mesmo uma vaga de deputado federal pelo Distrito Federal, frustrou-se profundamente quando o ministro Cássio Nunes, do Supremo Tribunal Federal, pediu vistas do processo que julga as chamadas “sobras eleitorais”. Ele contava com uma vitória no tapetão para voltar à política, ocupando a vaga que hoje pertence ao partido Republicanos, com Gilvan Máximo.
O STF discute a constitucionalidade da última etapa da distribuição de vagas do poder Legislativo. É que, se sobram cadeiras depois de computados os votos dos partidos que atingiram quociente eleitoral, entram os demais partidos que atingiram 80% dos votos e candidatos que chegaram a 20% do quociente. É uma conta complicada, que dificulta a vida do eleitor.
O ministro aposentado (e atual Ministro da Justiça) Ricardo Lewandovski, relator do processo, defendeu que nenhum partido seja excluído na distribuição das sobras eleitorais, mas que a medida só passe a valer a partir da próxima eleição, sem afetar a atual formação da Câmara dos Deputados. Sete deputados federais – e naturalmente sete ex-candidatos, inclusive Rollemberg – esperam pelos outros votos.
Os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar divergiram do relator e entendem que a mudança deve ser retroativa. Enquanto isso ministro André Mendonça, que havia pedido vistas e devolveu o processo com seu voto, decidiu contra a tese, defendendo que o cálculo vigora há 50 anos sem que o “Supremo tenha entendido pela sua inconstitucionalidade” em nenhum momento “a despeito de não ter faltado oportunidade”, concluiu.
Na prática, André Mendonça empatou o jogo: dois ministros querem que a mudança ocorra imediatamente enquanto outros dois, ainda que divergindo da tese principal, jogam a decisão para as próximas eleições. Em Brasília, a mudança só atinge a uma vaga, mas no Amapá, metade da bancada sofreria mudança. Talvez esteja neste ponto o forte interesse do senador Davi Alcolumbre no caso, o que explicaria a movimentação dele em torno dos ministros do Supremo.
O ministro Cássio Nunes não tem prazo para devolver processo, ainda mais porque não estava no STF quando do início da trami-tação. Conhecido por não aceitar pressão, ele também não dá pistas sobre sua posição, já que tem se pau-tado por decisões técnicas e independentes. Enquanto isso, Rodrigo Rollemberg – que já tinha feito reuniões para escolher o pessoal que chamaria para trabalhar no gabinete – espera.
Aliás, quando presidente Lula da Silva recuperou a presidência, vencendo as eleições, muitos radialistas e blogueiros da cidade comemoraram, acreditando que teriam vida mansa a partir de gordas fatias do investimento publicitário do governo federal. Pelo jeito, gorou. A Secretaria de Comunicação tem agido com muita seriedade na aplicação do dinheiro.
A Secretaria de Economia do DF apresentou o balanço financeiro do GDF na Câmara Legislativa: arrecadou R$ 33,3 bilhões. Isso representa um aumento de 10,08% em relação ao previsto. As receitas provenientes de impostos, taxas e contribuições foram destaque, com mais de R$ 1,2 bilhão além do estimado.
O GDF aplicou 34,8% da Receita Corrente Líquida (RCL) nas áreas de educação e saúde, bem mais do que o mínimo exigido pela lei que é de 25%. 34,8% foram utilizados no pagamento de pessoal, incluindo servidores ativos e inativos.

Marlene Galeazzi
Mal teve tempo de descansar após dias de intensa campanha, já mergulha nos projetos de sua futura gestão.

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