
Celina Leão eleita governadora do DF
Marlene Galeazzi
Mal teve tempo de descansar após dias de intensa campanha, já mergulha nos projetos de sua futura gestão.

Se o voo se concretizar, a bancada do PL sobe para 13 senadores, fortalecendo ainda mais a tropa bolsonarista, que já conta com uma senadora eleita pelo DF: Damares Alves.
Diz o ditado: “onde há fumaça, há fogo”. Fumaças sinalizam que vai virar cinza o ninho tucano no Distrito Federal, onde o PSDB também segue a caminho da extinção. Fuxicos apontam que o tucano Izalci Lucas, líder de si mesmo no Senado, estaria batendo as asas rumo ao Partido Liberal. Se o voo se concretizar, a bancada do PL sobe para 13 senadores, fortalecendo ainda mais a tropa bolsonarista, que já conta com uma senadora eleita pelo DF: Damares Alves.
Um sinal de que Izalci vai mesmo desembarcar no PL será a presença dele num evento do PL em Brasília, no próximo dia 26. Lá estará a nata do bolsonarismo: o próprio Jair Bolsonaro e o presidente da sigla, Waldemar Costa Neto, além de parlamentares do PL de vários estados e do DF. A possível presença de Izalci no evento é vista como a assinatura da ficha de filiação ao PL.
Abrigado no partido de Bolsonaro, Izalci buscaria o eleitorado da direita e da extrema direta para tentar se reeleger. É um voo cego rumo ao fracasso assim como fracassou a aventura dele ao Palácio do Buriti em 2022. Ficou em sexto lugar, com a mixaria de 4,26% dos votos. Com essa pífia votação, caso desembarque no PL não tem vaga garantida para concorrer ao Senado. O partido tem candidatos mais robustos para disputar uma das duas vagas. E uma delas já tem dono: Ibaneis Rocha (MDB).
Izalci sempre fez oposição ao governador Ibaneis. Oposição radical como faz a bancada da esquerda na Câmara Legislativa. Mas ali, os três deputados do PL (Joaquim Roriz Neto, Thiago Manzoni e Roosevelt Vilela) apoiam Ibaneis. Na Câmara dos Deputados, Bia Kicis, presidente regional do PL, é aliada do governador, enquanto Alberto Fraga faz oposição cordial – incomoda, mas não atrapalha. Assim, dentro do PL, Izalci será uma voz solitária e destoante.
Se de fato Izalci migrar para o PL, estará traindo o próprio filho, Sérgio Izalci, atual presidente regional do PSDB. O rebento ocupa o cargo que pertenceu ao pai durante anos. Assumiu a presidência do tucanato em outubro de 2023, numa solenidade que não reuniu nem 20 dos 41 servidores lotados no gabinete do pai.
O filhote herdou um partido sem militância e sem representantes na Câmara Legislativa e na Federal. Nas eleições de 2022, ainda sob o comando de Izalci Lucas, o PSDB candango não elegeu nenhum parlamentar. Deixando o ninho tucano, o pai entregará o partido pior do que deixou ao filho. Para acabar de vez com o ninho, basta fechar a porta e entregar as chaves. O último a sair apaga a luz.
A metralhadora giratória do deputado distrital Max Maciel (PSol) voltou a cuspir fogo contra o Governo Ibaneis na sessão de ontem na CLDF. Para variar, mentiu de novo. Exagerou ao afirmar 370 mil brasilienses são mendigos e que mais de 8 mil são moradores de rua. Mentira.
O deputado ignorou o último boletim divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) e pelo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no dia 23 de fevereiro deste ano. O relatório informa que o DF fechou 2023 com saldo de 36.928 mil novos empregos com carteira assinada. E que a taxa de desemprego foi de 15,5% em dezembro de 2023 e de 15,8% em janeiro de 2024. Taxas que ficaram abaixo das registradas entre janeiro e setembro do ano passado. Por conta de tantos desvaneios, Max já vem sendo chamado de “Filho do Gepeto”.

Marlene Galeazzi
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