Alunos do Senac-DF debatem culturas indígenas e desafios no mercado de trabalho
27 de outubro, 2026
| Por: Janaina Souza-Senac-DF
O encontro reuniu representantes dos povos Tuxá, Pataxó, Balatiponé, Kamaiurá, Yawalapiti, Tikuna e Tabajara
Foto: Divulgação/ Senac-DF
Estudantes do Senac-DF realizaram, na última sexta-feira (23), uma roda de conversa sobre povos indígenas, com relatos de jovens da própria turma. A atividade integrou a apresentação de uma prévia do Projeto Integrador da turma de Aprendizagem Profissional de Qualificação em Serviços Administrativos, oferecida em parceria com a AgSUS.
O encontro reuniu representantes dos povos Tuxá, Pataxó, Balatiponé, Kamaiurá, Yawalapiti, Tikuna e Tabajara. Ao compartilhar histórias, tradições e experiências, os participantes apresentaram aos colegas diferentes aspectos das culturas indígenas das regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste do Brasil.
Participaram da roda de conversa os alunos Wisner Wapotowe, Yone Souza, Aysú Tabajara, Yara Tikuna, Mayêne Kamaiurá, Clarissa Kamaiurá, Hiago Calomezoré e Natan Cavalcante. Os relatos abriram espaço para discutir representatividade, respeito às diferenças e desafios enfrentados pelos povos originários, incluindo o acesso ao mercado de trabalho.
O diretor regional do Senac-DF, Vitor Corrêa, destaca a importância de conectar a qualificação para o trabalho à valorização da diversidade. “A formação profissional também é um espaço de diálogo, troca de experiências e construção da cidadania.”
Para a instrutora Clara Leandro, a proposta aproxima o conteúdo do curso da realidade dos estudantes e valoriza os conhecimentos que eles trazem para a sala de aula. “Trazer essa temática para a sala de aula é uma oportunidade de dar voz aos nossos alunos, reconhecer suas histórias e promover uma troca de conhecimentos que enriquece a formação de toda a turma”, afirma.
Educação profissional e diversidade cultural
O Projeto Integrador também contempla temas como a demarcação dos territórios indígenas, a preservação das tradições e a contribuição dos povos originários para a proteção do meio ambiente e da biodiversidade. A proposta incentiva os estudantes a compreender a presença e a importância dessas populações na formação histórica e cultural do Brasil.
Com os estudantes indígenas no centro da conversa, a atividade transformou vivências pessoais em aprendizado coletivo. A troca contribuiu para desenvolver a escuta, o respeito e a compreensão de diferentes realidades, habilidades que também fazem parte da preparação para o mundo do trabalho.