
Jogo do Brasil no mata-mata pode cair em horário comercial
Se avançar em primeiro lugar do Grupo C da Copa do Mundo 2026, seleção brasileira jogará na segunda-feira, às 14h

técnico da seleção brasileira não sabe se a ginasta disputará o Brasileiro, anterior ao torneio na Holanda

Este é apenas o (re)começo. Rebeca Andrade, a maior medalhista olímpica do Brasil, voltou às competições internacionais em grande estilo, com pódio por equipes (prata) e individual (ouro no salto) no Pan-americano de Ginástica, encerrado neste domingo, no Parque Olímpico, no Rio. Ela, porém, já pensa no futuro. Após mais de um ano e meio parada, em período sabático, a ginasta competiu apenas no salto e em breve fará uma nova adaptação de seus treinamentos para a exibição na trave. Este deverá ser o próximo aparelho da brasileira que quer disputar o Campeonato Mundial, na Holanda, em outubro.
Segundo Francisco Porath, o Chico, técnico da seleção brasileira feminina de ginástica artística, a comissão técnica estudará a contribuição de Rebeca para o grupo pensando no Campeonato Mundial. Ela não deve competir em apenas em um aparelho, como ocorreu no Pan.
Ele explicou que agora Rebeca treinará para a trave pensando em competição. Mas que só saberá se ela se apresentará neste aparelho lá na frente. Assim como ocorreu no Pan, ele analisará as oportunidades de notas das atletas da seleção para encontrar a melhor equação.
O treinador afirmou ainda que Rebeca não competirá nas paralelas neste ano. E que este aparelho entrará no foco de competição apenas em 2027:
— Neste ano não temos pretensão de fazer paralela, estamos tentando reestruturar a série dela. Então, o próximo aparelho será a trave. A paralela para o Mundial? Só se for o Mundial de 2027 — respondeu Chico ao GLOBO, sobre o aparelho favorito da Rebeca. — Essa é uma conversa que a gente vai ter. Ela está começando a subir nos aparelhos, está fazendo paralela, os básicos, retornando. Não quisemos avançar nada para que não comprometesse o desenvolvimento do salto (para o Pan).
Ele disse que a ideia é tê-la no Mundial e que ainda estudará a possibilidade de Rebeca competir também no Campeonato Brasileiro, que acontecerá entre 5 e 9 de agosto, em Brasília.
— O primeiro passo foi dado, né? A gente tem mais seis, sete semanas para o Campeonato Brasileiro. Vamos avaliar se ela compete no Brasileiro. Teremos algumas semanas para prepará-la, confiamos em seu talento — declarou o treinador, referindo-se ao retorno da atleta no salto.
Além disso, ele lembrou que a “para qualquer outro novo aparelho, haverá novo planejamento” de treinos específicos para ela.
Para Chico, um dos desafios deste Pan foi a volta de Rebeca e a matemática da equipe visando às finais. Ele comentou que o intuito também era dar experiência às meninas mais novas, que precisam de consistência.
— O desafio inicial foi o retorno da Rebeca. Eu acho que a seleção sem a Rebeca já estava vindo nessa evolução de construir uma equipe, os melhores somatórios, quem contribui melhor em cada aparelho. E com a Rebeca voltando, a gente teve que repor algumas peças. Então, a seleção está se moldando também. A gente não pode acreditar que vai se repetir sempre os mesmos resultados com as mesmas meninas, porque o tempo vai passando. A Rebeca hoje não faz mais solo. Ela está se preparando para outros aparelhos e a responsabilidade vai passando para essas meninas.
Rebeca comemorou seu retorno. Disse que esse sabor “era maravilhoso”. Além de se sentir “feliz e orgulhosa”, ela disse que sua volta às competições foi baseada em muita confiança e paciência.
Contou que teve sim “aquele friozinho na barriga” mas que se sentiu bem desde quarta-feira, no primeiro dia de competição. Rebeca apontou a “confiança mútua” como um dos pilares de sua volta ao alto rendimento.
— Eu gosto muito dessa relação que eu tenho com o Chico. A gente se respeita muito, ele entende muito o meu momento e as fases do meu corpo, né? Ele não ultrapassa meus limites. E isso para mim é muito bom. Acho que por isso consegui entregar esses saltos. Digo que o maior trabalho é a confiança. Essa volta foi uma volta muito trabalhada, difícil, mas gratificante. Foi um trabalho coletivo.
Perguntada o que falaria para a Rebeca de 2016, quando estreou em Jogos Olímpicos neste mesmo local, na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico, e que agora coroou sua volta às competições internacionais, ela respondeu:
— Diria: “continua, vai dar tudo certo”. Acho que eu não faria nada de diferente, não mudaria os meus períodos mais difíceis que foram com as minhas lesões, muito menos os meus momentos de alegria. Acho que cada um deles foi me preparando para ter maturidade e hoje poder escolher mais uma vez representar meu país — declarou Rebeca, que relembrou como estava em 2024 quando optou pelo período sabático. — A Rebeca de 2024 era muito grata, tive um ano incrível. Não tenho do que reclamar, foi maravilhoso, mas também estava pensando nesse descanso que é importante. Acho que foi a melhor decisão que tomei na minha vida no esporte. E poder voltar, vivenciar isso aqui com meninas novas, foi muito gostoso, muito gratificante poder voltar dessa forma.
BS20260622160445.1 – https://extra.globo.com/esporte/noticia/2026/06/apos-podios-no-pan-americano-rebeca-andrade-fara-retorno-para-a-trave-de-olho-no-campeonato-mundial.ghtml

Se avançar em primeiro lugar do Grupo C da Copa do Mundo 2026, seleção brasileira jogará na segunda-feira, às 14h

Basta mais um gol para superar os 16 do alemão Klose

Thais Fidelis, Sophia Weisberg, Rebeca Andrade, Diogo Soares, Arthur Nory e Vitaliy Guimarães são os medalhistas

Atual campeã, Argentina joga às 14h em Dallas contra a Áustria
