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Com 1.100 metros e seis opções de traçado, a pista atenderá padrões internacionais e receberá pilotos de todas as idades; reabertura promete movimentar o turismo e a economia da capital
Durante quatro anos, o Kartódromo Internacional de Brasília permaneceu fechado, alimentando a expectativa de pilotos, equipes e fãs de velocidade. Agora, a espera está perto do fim: o ronco dos karts voltará a ecoar na cidade em março.
“O kart é a porta de entrada do automobilismo. Grandes pilotos, inclusive nomes da Fórmula 1, como Nelson Piquet, começaram no kart. Brasília é um celeiro de talentos e já revelou muitos pilotos. Trazer essa pista de volta é fundamental para incentivar iniciantes, amadores e futuros profissionais, fortalecendo o esporte na cidade”, afirma o superintendente do BRB Autódromo, Fernando Distretti
Localizado dentro do Autódromo Internacional de Brasília, o kartódromo terá 1.100 metros de extensão, com largura de 10 metros na reta e 8 metros nas curvas, e seis opções de traçado. A nova estrutura foi planejada para atender às exigências técnicas e de segurança internacionais.
Segundo Fernando Distretti, a maior parte das obras já foi concluída. “A pista já está no padrão internacional do kartismo. Estamos na fase final do paisagismo, com a colocação da grama. O que falta agora é a pintura com a sinalização, finalizar as zebras e concluir alguns pontos das barreiras”, explica.
A reinauguração será marcada pela primeira etapa do Brasília Kart Series, competição reconhecida pela Confederação Brasileira de Automobilismo, com apoio da Federação de Automobilismo do Distrito Federal.
“Vamos montar um parque com lazer e conforto com praça de alimentação, espaço gourmet e sala de simuladores. O formato do campeonato é muito interessante. Temos muitos pilotos de São Paulo, Tocantins e Goiânia, mas a maioria é aqui do DF”, diz o presidente da Federação de Automobilismo do Distrito Federal, Renato Constantino.
Aproximadamente 100 pilotos vão participar da competição, distribuídos nas categorias mirim, cadete, júnior, graduado, novatos e psk, que são pilotos acima de 23 anos, já experientes no kart amador ou profissional. “Temos pilotos de 8 a 72 anos, com grids completos em várias categorias”, completa Renato Constantino.
Para Fernando Distretti, a expectativa é que o kartódromo tenha impacto além das pistas. “Queremos atender à comunidade do kartismo e fomentar cultura, turismo, geração de emprego e renda. O automobilismo ficou muitos anos sem estrutura adequada e agora queremos trazer grandes eventos, nacionais e internacionais, movimentando a economia e o turismo esportivo”, destaca.

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