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Governador de Minas Gerais também rebateu críticas do ministro Alexandre Silveira à Cemig: ‘Totalmente desinformado’

Após uma terça-feira de troca de farpas com o governo federal em eventos em Minas Gerais, o governador Romeu Zema (Novo) voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante seu discurso, Lula afirmou que o país regrediu entre 2016 e 2023, quando o PT deixou o comando presidencial.
— A história nos mostra que em 2016 tivemos o encerramento do PT e o país estava mergulhado na maior recessão da história. Parece que os anos entre 2011 e 2016 não querem ser lembrados. Será que ele mudou de partido? — ironizou, em alusão aos mandatos de Dilma Rousseff.
Zema ainda afirmou que o crescimento do PIB de 3,4% ocorre “via anabolizante”.
— O Brasil tá crescendo, cresceu o ano passado, mas tudo indica via injeção de anabolizante, né? Não é um crescimento saudável. A inflação só aumentando, taxa de juros subindo. E o governo está insistindo nos mesmos erros e, em vez de assumirem a responsabilidade, estão jogando a culpa nos governadores. Estão sempre procurando um bode expiatório.
O trecho que Lula o citou nominalmente, contudo, foi ignorado pelo governador. O presidente questionou o mineiro sobre os investimentos que o ex-mandatário, Jair Bolsonaro (PL), teria feito no estado.
— Tenho muito orgulho de olhar na cara do governador Zema e dizer para ele: nunca antes na história do Brasil houve um presidente que fizesse mais investimentos. Zema é governador há quatro anos. No próximo discurso que ele fizer, quero que me diga quanto Bolsonaro investiu em Minas Gerais. Eu o trato bem porque gosto dele e sou republicano. Não é por ser do meu partido, mas porque ele foi eleito e merece respeito — declarou Lula.
Quem também foi rebatido por Zema foi o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), que durante seu discurso fez críticas à condução da Companhia Elétrica do estado, a Cemig. Silveira afirmou que a partir do Propag, plano de renegociação da dívida pública, Minas pode usar a empresa como ativo para abater o montante, mas insinuou que estaria ocorrendo um desmonte interno.
— Acho que quem fez a crítica está totalmente desinformado porque nessa gestão nossa a Cemig está construindo 300 novas subestações. Estamos fazendo um avanço extraordinário. Todo mundo sabe que entre 2015 e 2018, a Cemig foi sucateada e era um cabide de empregos — afirmou Zema, em referência ao comando de Fernando Pimentel (PT).
O governador chamou ainda o posicionamento de Silveira como “desconectado da realidade” e prova de um “total alienamento”.

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