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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu, no Palácio do Planalto, os dois cotados para assumir a vaga de Augusto Aras, na Procuradoria Geral da República (PGR). Segundo fontes do Planalto, o subprocurador-geral da República, Antonio Carlos Bigonha, conversou com Lula na quarta-feira (13) e o vice-procurador-eleitoral, Paulo Gonet, foi chamado nesta quinta-feira […]
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu, no Palácio do Planalto, os dois cotados para assumir a vaga de Augusto Aras, na Procuradoria Geral da República (PGR). Segundo fontes do Planalto, o subprocurador-geral da República, Antonio Carlos Bigonha, conversou com Lula na quarta-feira (13) e o vice-procurador-eleitoral, Paulo Gonet, foi chamado nesta quinta-feira (14).
As reuniões foram acompanhadas pelos também cotados para o Supremo Tribunal Federal, Flavio Dino, ministro da Justiça e Jorge Messias, Advogado-Geral da União. Interlocutores do governo descreveram a conversa entre Lula e os procuradores como “republicana”. Aos dois, o presidente disse que decidiria sobre a indicação “depois” sem sinalizar um prazo exato e que tomaria uma decisão “consciente” sobre o assunto”.
Bigonha tem o apoio do PT e de aliados da chamada “cozinha” presidente que o classificam como um procurador alinhado a ideias progressista. O nome de Bigonha começou a ganhar força na reta final da sucessão com apoio também de ministros palacianos e do líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues (sem partido-AP). O procurador também é ex-presidente da Associação Nacional dos Procuradores e mais próximo da entidade.
Paulo Gonet tem o apoio de ministros do Supremo Tribunal Federal — Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e de Gilmar Mendes. De perfil mais conservador, Gonet se fortaleceu após conceder parecer que opina pela inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por abuso de poder político no julgamento sobre a reunião do ex-presidente com embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada com questionamentos sobre o sistema eleitoral.
Além de Gonet e Bigonha, o nome de Mario Bonsaglia também chegou a ser ventilado, mas perdeu força, diante da negativa de Lula de decidir por um indicado pela lista tríplice da Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR). Os três tiveram reuniões prévias com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, a pedido do presidente.

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