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Reorganização da porta de entrada e integração entre equipes tornam o atendimento mais ágil e ampliam o acesso de pacientes com doenças do coração no DF
Fotos: Alberto Ruy/ IgesDF
Dor no peito, falta de ar e mal-estar são sinais que exigem atendimento imediato. É diante desses quadros que o sistema de urgência entra em ação. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), os atendimentos relacionados ao coração tiveram um salto de 77% em 2025. Esse aumento se deve à reorganização da porta de entrada da urgência e emergência e à integração dos serviços, o que ampliou o acesso e tornou o cuidado mais ágil e seguro para a população.
A mudança faz parte de um processo de reestruturação conduzido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), que redefiniu fluxos internos e fortaleceu a integração entre pronto-socorro, cardiologia clínica, hemodinâmica e unidades de internação. A reorganização permitiu ampliar a capacidade de resposta da unidade, com maior resolutividade já no primeiro atendimento.
“Passamos a atender não apenas casos complexos, mas também pacientes com problemas cardiovasculares de menor gravidade ou em fase inicial de investigação. Isso possibilita diagnóstico mais precoce e início mais rápido do tratamento”, explica Gabriela Thevenard, chefe do Serviço de Cardiologia.
Com a nova organização, o atendimento começa com triagem específica para sintomas cardíacos, avaliação médica imediata e realização de exames, como eletrocardiograma e testes laboratoriais. A avaliação rápida do risco do paciente, feita logo na chegada ao hospital, ajuda a equipe médica a decidir com mais precisão a conduta, seja observação, seja internação ou encaminhamento para procedimento especializado.
Além de ampliar o volume de atendimentos no Hospital de Base, a reorganização também contribuiu para reduzir a pressão sobre as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais regionais, permitindo que cada serviço atue de forma mais alinhada ao seu perfil assistencial.
Jonas Morais Sousa, de 53 anos, já havia sofrido dois infartos, em 2019 e 2020. Em janeiro deste ano, voltou a apresentar mal-estar e procurou o Hospital de Base. Após avaliação e exames, permaneceu internado.
Mas uma infecção renal adiou a cirurgia cardíaca. Após estabilização clínica, ele foi submetido à cirurgia de revascularização do miocárdio, conhecida como ponte de safena, no dia 16 de fevereiro.
Em recuperação, Jonas agradeceu o atendimento recebido. “Tudo o que tenho a dizer é parabéns a todos os profissionais. Cada um exerce sua função com dedicação, sempre com o mesmo objetivo. Desde a primeira vez em que infartei e fiquei internado aqui, só tenho a agradecer. Fui bem atendido e realizei todos os exames de que precisei”, afirmou.
A aquisição de um novo angiógrafo em 2024 ampliou a estrutura tecnológica da unidade, que passou a contar com dois equipamentos em funcionamento na Hemodinâmica. Em 2025, o número de procedimentos realizados no setor cresceu 33% em comparação com o ano anterior.
“Conseguimos expandir a oferta de exames e intervenções, o que impacta diretamente na rapidez do diagnóstico e no início do tratamento”, afirma Gabriel Kanhouche, chefe do setor.
O fluxo começa na classificação de risco do pronto-socorro, com protocolo específico para sintomas cardiovasculares. Após avaliação médica e exames, o paciente pode ser encaminhado para observação, internação ou procedimento especializado. Mesmo depois da alta hospitalar, o acompanhamento ambulatorial garante a continuidade do cuidado.
*Com informações do IgesDF

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