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Roberto Abreu, diretor da empresa Blend IT

Os golpes financeiros envolvendo contas bancárias de condomínios têm aumentado e exigem atenção redobrada dos síndicos e administradores.
As fraudes mais comuns incluem boletos falsificados, invasão de contas bancárias, contratação fraudulenta de empréstimos em nome do condomínio, golpes praticados por falsos prestadores de serviços, golpe do falso entregador, entre outras modalidades.
Essas fraudes podem gerar prejuízos significativos tanto para o caixa coletivo do condomínio quanto para o bolso dos condôminos, que muitas vezes acabam suportando os reflexos financeiros das perdas, inclusive por meio da instituição de taxas extras destinadas à recomposição das receitas condominiais.
Nesse contexto, algumas medidas preventivas podem contribuir para evitar ou minimizar prejuízos. Uma providência simples e eficaz é a adoção de dupla autorização para pagamentos e movimentações bancárias, exigindo-se a validação conjunta do síndico e de outro membro da administração, como o subsíndico ou tesoureiro. Essa prática reduz significativamente o risco de transações indevidas e aumenta a segurança na gestão financeira.
Outra medida recomendável é a contratação de seguro específico para riscos relacionados a fraudes bancárias. Atualmente, diversas instituições oferecem produtos destinados à proteção contra determinados tipos de golpes financeiros. Contudo, é importante verificar atentamente as condições e limitações de cobertura previstas em cada apólice.
A utilização de um aparelho celular exclusivo para a movimentação das contas bancárias do condomínio também constitui uma boa prática de segurança. Ao restringir o uso do equipamento às atividades financeiras da administração condominial, reduz-se a exposição a vírus, programas maliciosos e outras ameaças virtuais. Em muitos casos, criminosos utilizam arquivos, links ou vídeos enviados por aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, para obter acesso indevido a informações sensíveis.
Outra recomendação relevante é, nos condomínios verticais, restringir o acesso de entregadores aos apartamentos, adotando procedimentos de retirada de encomendas na portaria ou em áreas previamente definidas pelo condomínio. Embora essa medida possa gerar algum desconforto aos moradores, ela contribui para reduzir o risco de golpes, furtos e outras práticas criminosas, inclusive aquelas voltadas à troca de cartões bancários e à obtenção indevida de senhas.
É preciso ficar atento. Segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os golpes envolvendo boletos bancários e PIX atingiram cerca de 24 milhões de brasileiros entre julho de 2024 e junho de 2025. Os condomínios, em razão do volume de recursos movimentados e da crescente digitalização das operações financeiras, têm se tornado alvos cada vez mais frequentes dessas fraudes.
A prevenção, a adoção de protocolos de segurança e a conscientização de síndicos, administradores e moradores são as principais ferramentas para proteger o patrimônio coletivo e reduzir os riscos de perdas financeiras.
Damião Cordeiro de Moraes
É advogado e parecerista em direito condominial
[email protected]

Roberto Abreu, diretor da empresa Blend IT

Jornalista, docente, editora-chefe deste veículo de comunicação

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