Bandidos enviam suposto comprovante bancário por Whatsapp para instalar malware em celular e aplicar golpe
4 de fevereiro, 2025
| Por: Agência O Globo
Estratégia foi identificada por empresa de cibersegurança ISH Tecnologia, que recomenda cuidados
Os criminosos se aproveitam de ampla utilização do WhatsApp no Brasil — Foto: Freepik
Ao receber um suposto comprovante bancário pendente, tome cuidado. É assim que começa um golpe identificado pelo time de Inteligência de Ameaças (Heimdall) da ISH Tecnologia, empresa de cibersegurança. Acompanhado de um texto persuasivo, o arquivo “.zip” tem, na verdade, um malware disfarçado. Estruturada em três níveis – estratégico, tático e operacional –, o objetivo é roubar credenciais e informações financeiras das vítimas.
Quando o usuário faz o download do arquivo enviado, uma ferramenta nativa do Windows usada para automatizar tarefas e executar scripts é ativada. O comando executa um script malicioso diretamente na memória do dispositivo, evitando a detecção da ação criminosa por antivírus convencionais. Os bandidos então buscam credenciais bancárias e dados financeiros no telefone.
— O impacto financeiro potencial é significativo, dada a capacidade do ataque de comprometer informações sigilosas e facilitar fraudes financeiras — afirma Caíque Barqueta, especialista em inteligência de ameaças da ISH: — A ampla utilização do WhatsApp potencializa o alcance da campanha, tornando-se uma ameaça significativa tanto para usuários individuais quanto para empresas. Os criminosos aproveitam a confiança e a velocidade da comunicação via aplicativo para maximizar a taxa de infecção e dificultar a contenção do ataque.
Veja como se proteger
Para minimizar os riscos dessa e de outras ameaças similares, a ISH Tecnologia recomenda:
Desconfiar de mensagens que solicitam dinheiro com urgência ou que contenham anexos inesperados.
Verificar a identidade do remetente antes de abrir qualquer arquivo.
Ativar a verificação em duas etapas no WhatsApp para maior segurança.
Evitar baixar arquivos de fontes desconhecidas ou clicar em links suspeitos recebidos via mensagens instantâneas.