
Gourmet Brasília
Alimento da Quaresma é peixe!
Regra canônica estabelecida pela Igreja Católica para este período exclui as demais carnes brancas, como as aves, e proíbe carne de “sangue quente”, às quartas e sextas-feiras”

Acabo de ler um texto triste e, ao mesmo tempo esperançoso, de um colega com quem estive em um grupo de poesia no fim do ano passado. Não o conheço profundamente, mas lembro muitíssimo bem de seus poemas. Em especial de um que escreveu em dupla com uma outra colega de curso. Trabalhar em dupla …
Acabo de ler um texto triste e, ao mesmo tempo esperançoso, de um colega com quem estive em um grupo de poesia no fim do ano passado. Não o conheço profundamente, mas lembro muitíssimo bem de seus poemas. Em especial de um que escreveu em dupla com uma outra colega de curso. Trabalhar em dupla é pra mim, talvez, a atitude mais generosa a que um escritor pode se entregar, confiar a um outro o completar de uma ideia sua, de uma criação sua, não é pouca coisa. O texto?
Sim. Ele falava de um desejo de dizer aos que encontrasse na rua de que é feito o Brasil. Ou melhor, de quem é feito o Brasil. Dizia da vontade de sacudir os ombros do motorista do aplicativo e lembrar-lhe de Antonio Candido, Fernanda Montenegro e Darcy Ribeiro, de “…pôr em roda umas crianças na praça e contar-lhes as histórias da Maria Carolina de Jesus e da Cora Coralina. Repartiria com elas o que disse, o que fez Nise da Silveira, Eunice Paiva, Zuzu Angel, Conceição Evaristo”.
Eu fiquei comovida. A gente anda precisado mesmo de lembrar. Não sei exatamente por que, mas associei o texto a um momento lindo que tive com minha mãe nas férias de janeiro. E lhe enviei prontamente as palavras de Marcílio Godoi, o lembrador de Brasil que me movimentou a segunda-feira. A lembrança?
Sim. Ela me contava, a riso frouxo, que, durante muito tempo, acreditou que os baobás chamavam-se obasobas. E explicava, “acho essa árvore a coisa mais linda, gosto quando vejo uma, talvez por isso, acreditei que dois obas seguidos seriam nomeação adequada”. Se isso não for poesia, eu não sei mais o que é.
Recife tem 150 baobás, segundo matéria do Diário de Pernambuco, 13 tombados pela prefeitura. Recife tem a minha mãe. Eu desejo que, como Marcílio, você se lembre, se possível todos os dias, da força dos seus, diga da força dos seus. Que, como a minha mãe, você veja poesia em árvore, em gente, em palavra. Que, como eu, você deseje. Boa semana, queridos.

Regra canônica estabelecida pela Igreja Católica para este período exclui as demais carnes brancas, como as aves, e proíbe carne de “sangue quente”, às quartas e sextas-feiras”

O artista plástico e advogado José Maciel, ao lado dos curadores Danielle Athayde e Cláudio Pereira, recebeu o Grupo Mulheres do Brasil para uma visita guiada à exposição “Raízes: Heranças Visuais”, que ficará aberta ao público até o próximo dia 29, no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves.

Pegando carona no aquecimento gerado pelos eventos de negócios desta semana, o comércio de rua e os shoppings do DF apostam alto no próximo domingo (8), Dia Internacional da Mulher.

O Ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, orgulhoso de suas raízes gaúchas, recebeu na tarde desta terça feira (3), no auditório do Instituto Serzedelo Corrêa, uma comitiva oriunda da região das Missões.
