
Uma coisa de cada vez
Roberta D’Albuquerque é psicanalista, autora de Quem manda aqui sou eu – Verdades inconfessáveis sobre a maternidade e criadora do portal A Verdade é Que…
Não frequento manicures há muitos anos. Nenhuma restrição aos profissionais da área e muito menos às unhas pintadas que sempre achei lindas. Sabe o que me fez parar? A cena do pé no colo da moça, mais ainda a cena em que há duas moças uma com a mão e outra com o pé. Não […]
Não frequento manicures há muitos anos. Nenhuma restrição aos profissionais da área e muito menos às unhas pintadas que sempre achei lindas. Sabe o que me fez parar? A cena do pé no colo da moça, mais ainda a cena em que há duas moças uma com a mão e outra com o pé. Não é possível que eu não dê conta de cuidar do meu próprio pé. Não é possível que essa pessoa naquele banquinho mínimo, olhando pra baixo o expediente inteiro, não sinta dor nas costas no fim do dia.
Hoje dou conta. E sinto, eu mesma, as costas quando o último dedinho está pronto. Fica tão bem feito quanto? Claro que não. Mas, para mim, é o suficiente. Ao parar de frequentar os salões, parei também com o hábito de arrancar as cutículas. Desde então, a ideia de, semana após semana, cortar um pedaço da pele viva, funcionando perfeitamente, e jogá-la fora me parece quase absurda.
E, a essa altura, acho mais do que justo se você estiver pronto para parar de me ler. O mundo se acabando e essa doida a problematizar os esmaltes, as acetonas e os alicates. Sabe o que é, minha gente? É que por muito tempo, meu pé pesando no colo de uma outra pessoa não foi uma questão. É que por muito tempo, eu nem sequer pensava nas costas de ninguém enquanto folheava uma revista velha qualquer. Se brincar, ainda aceitava um cafezinho.
Essa é a primeira semana do ano novo, não escolhi usar nestes últimos parágrafos os marcadores tempo – ano, semana, dia, expediente, hoje – à toa . Embora tenha ouvido de muitos analisandos, lido várias vezes nas redes sociais e até pensado aqui comigo mesma, que do dia 31 ao dia 1 pouco muda, estou convicta de que pode sim permanecer tudo como está. Mas podemos também nos convidar ao novo. Nos convidar a manter o que está vivo, mas cortar, arrancar sem dó, o que já não faz sentido. Nos convidar, ao menos, a pensar sobre o velho, usual. Por onde andam pisando os seus pezinhos e em quem esse pisar pode estar pesando? Quase um trava-língua, não? Não deixe travar nada além da língua. Dá um medo danado se questionar. Mas começo o ano já te dando a real, não tem outro jeito de caminhar pra frente. Bora de novo? Mas, bora novo?
Roberta D’Albuquerque é psicanalista, autora de Quemmandaaquisoueu – Verdadesinconfessàveissobre a maternidade e criadora do portal A Verdade é Que…
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