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Banco informou em comunicado que novas ações serão emitidas com desconto de 6% em relação ao fechamento de quinta na B3

O Bradesco, segundo maior banco privado do país, anunciou ao mercado que fará um aumento de capital de R$ 10 bilhões através de subscrição de novas ações. O banco também antecipou o pagagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no valor de R$ 6,5 bilhões, recursos que podem ser usados na subscrição das novas ações.
serão emitidas 302.876.396 ações ordinárias (ON, com direito a voto), com valor nominal de R$ 15,43 por ação, e até 301.976.357 preferenciais (PN, sem direito a voto) com valor de ação de R$ 17,64.
Os acionistas podem exercer seus direitos de preferência entre 6 de agosto e 4 de setembro. Normalmente, em subscrições, os acionistas atuais têm o direito de preferência para comprar esses novos papéis de forma proporcional, geralmente por um preço mais barato que o valor atual da bolsa.
Na B3, as ações ON são negociadas a R$ 16,04 nesta sexta, enquanto as preferências saem a R$ 18,35. Segundo o Bradesco, o valor das ações a serem ofertadas representa um desconto de 6% em relação aos fechamento dos papéis no pregão de ontem na Bolsa.
Em um podcast divulgado aos acionistas após o anúncio, o presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, afirmou que o aumento de capital mostra a confiança dos controladores do banco na administração e vislumbram queda da taxa de juros este ano e no próximo. Segundo Noronha, os controladores se comprometeram com um aporte de até R$ 8 bilhões. A decisão foi tomada em reunião do Conselho de Administração do Bradesco.
— Os controladores resolveram aumentar seu investimento no banco confiantes no plano de transformação. Será dinheiro novo impúlsionando nossa cpacidade de execução e de crescimento — explicou Noronha.
A Cidade de Deus Companhia Comercial de Participações detém aproximadamente 28,55% das ações com direito a voto do Bradesco, servindo como a principal holding de controle ligada à família do fundador do banco Amador Aguiar. A Fundação Bradesco detém cerca de 8,5% do capital total do Banco Bradesco, mas possui uma fatia de 17,24% das ações ordinárias.
Ainda segundo Noronha, os acionistas viram um outro motivo para o aumento de capital: o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) do Bradesco superou o seu custo de capital. Esse marco foi alcançado no quarto trimestre de 2025, quando o ROE atingiu 15,2%, e continuou a subir para 15,8% no primeiro trimestre de 2026. Isso significa que o Bradesco está gerando mais valor para seus donos do que o dinheiro que gasta para financiar suas atividades.
Segundo o Bradesco, o aumento de capital possibilitará o reforço na sustentação e ampliação dos investimentos estratégicos, como tecnologia, eficiência comercial, expansão dos negócios, bem como o compromisso institucional com financiamento sustentável.
Para os analistas do banco BTG, o anúncio de aumento de capital do Bradesco surpreendeu, mas pode ser uma iniciativa positiva.
“Acreditamos que as reações [do mercado] podem ser mistas, já que o fato de o banco estar levantando capital sugere que ele provavelmente precisava disso, o que estava longe do consenso. Essa mudança de postura, com foco na geração de capital tangível e aceleração do consumo de Ativos Fiscais Deferíveis, é inegociável, especialmente em um ambiente de juros mais altos por mais tempo.”
O estoque de Ativos Fiscais Diferidos (DTAs) do Bradesco é estimado em cerca de R$ 120 bilhões. Em cenários de juros elevados no Brasil, a ampliação do capital potencializa o aproveitamento desses créditos fiscais, elevando o valor patrimonial e fortalecendo a competitividade da instituição.
Os acionistas que não quiserem exercer seus direitos de preferência à subscrição, poderão negociá-los na B3, a partir de 6 de agosto até 1 de setembro.
O Bradesco manteve o pagamento do JCP complementar (deliberado em 18 de dezembro de 2025) para 31 de julho de 2026. Já os JCPs de março e junho de 2026, que seriam pagos em outubro deste ano e janeiro de 2027, foram antecipados para 15 de setembro de 2026.
O lucro líquido recorrente do Bradesco no primeiro trimestre deste ano foi de R$ 6,811 bilhões, uma alta de 16,1% em relação ao mesmo período de 2025 e um crescimento de 4,5% na comparação com o trimestre imediatamente anterior. O Bradesco registrou um lucro líquido recorrente de R$ 24,652 bilhões em 2025, o que representa um aumento de 26,1% em comparação ao resultado obtido em 2024.
Nesta semana, o Bradesco informou que retomou a liderança no mercado brasileiro de originação de renda fixa no primeiro semestre de 2026, alcançando R$ 62 bilhões em emissões e participação de 27,8%, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
BS20260730134541.1 – https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2026/07/30/bradesco-anuncia-aumento-de-capital-de-r-10-bilhoes-acionistas-terao-preferencia-na-subscricao.ghtml

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