Caiado critica ‘green card’ para Eduardo: ‘Quem precisa é o produtor brasileiro para entrar no mercado americano’
22 de julho, 2026
| Por: Agência O Globo
Em subida de tom contra o bolsonarismo, ex-governador de Goiás fez menção indireta ao tarifaço e à estadia do ex-deputado nos EUA: ‘Não é turismo, é sobre autoridade moral’
Ronaldo Caiado (PSD – Foto: Isac Nóbrega/PR
Um dia após o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) anunciar ter obtido o “green card”, o pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que “quem precisa” do visto permanente dos Estados Unidos “é o produtor brasileiro para entrar no mercado americano”. Nesta terça-feira, o ex-governador de Goiás fez menção indireta ao tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump e disse ser preciso “valorizar” o agronegócio do Brasil.
A menção ao “green card” faz parte da escalada de Caiado contra o bolsonarismo. O ex-governador tem o senador Flávio Bolsonaro (PL) como adversário na disputa pelo Planalto este ano.
“Green card, quem precisa é o produtor brasileiro para entrar no mercado americano sem pagar pedágio. Precisamos valorizar e fortalecer o agro do nosso país, defender a indústria e proteger os empregos do Brasil. Não é turismo, é sobre autoridade moral pra governar!”, escreveu nas redes sociais.
A concessão do documento a Eduardo ocorre em meio a tensão entre Brasil e Estados Unidos diante das novas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos sobre uma série de produtos brasileiros. O movimento do governo Trump culminou em críticas do secretário de estado Marco Rubio contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sua equipe. Segundo o americano, o petista “colocou seu próprio ego acima da possibilidade de fechar um acordo em benefício do bem-estar do povo brasileiro”.
O documento permite que Eduardo passe a viver no território por tempo indeterminado, sem necessidade de autorizações especiais para trabalhar ou estudar, por exemplo, no país. A informação sobre o “green card” foi noticiada pela Folha de S. Paulo na segunda-feira e confirmada pelo GLOBO.
O ex-deputado está fora do Brasil desde fevereiro do ano passado. Ele entrou nos Estados Unidos com um visto de turista, o que lhe permitia seguir em solo americano por cerca de seis meses. O ex-parlamentar alegava supostas perseguições do Judiciário brasileiro.