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Banco optou por dissídio coletivo depois de oferecer bônus de R$ 3 mil por empregado

A direção da Caixa Econômica Federal apresentou pedido de dissídio coletivo ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), nesta quinta-feira, após a greve geral dos trabalhadores completar 13 dias e fracasso nas tentativas de fechar um acordo. Nessa quarta-feira, o banco conseguiu autorização judicial para abrir as agências, a fim de que os gerentes pudessem atender os clientes.
O processo do dissídio será relatado pelo ministro Maurício Godinho Delgado. Ainda não foi marcada a data do julgamento.
Em comunicado, o banco informou que “manteve amplo dialogo com as entidades representativas dos trabalhadores” e que buscou, sem êxito, melhorar a proposta, como pagamento de bônus de R$ 3 mil por empregado.
Contudo, integrantes do movimento sindical alegam que um dos pontos de impasse é o reajuste do plano de saúde, sobretudo, para funcionários em nível de gerência. Apesar do apelo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), entidade ligada à CUT, pelo fim da greve, as assembleias mantiveram a paralisação.
Já o reajuste salarial foi conduzido pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) com trabalhadores de todos os bancos. A convenção coletiva definiu aumento salaria de pelo índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais ganho real de 0,6% , totalizando 4,60%. Os benefícios também serão reajustados pelo mesmo índice.
Funcionários do BB também fizeram greve, mas a paralisação foi pontual e já encerrou. Os trabalhadores seguiram a orientação do comando de greve. Um dos avanços foi a antecipação do pagamento da Participação nos Lucros e Reultados (PLR).
A proposta da Caixa mantém inalteradas as regras da PLR.
BS20260924162407.1 – https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/09/24/caixa-vai-ao-tst-contra-greve-nacional-dos-bancarios.ghtml

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