
Eleições 2026: saiba quais são os compromissos dos presidenciáveis nesta quinta
Ambos têm compromissos em Brasília
Em Goiânia senador afirmou que vai usar a nova composição do Congresso para promover mudanças na Constituição e “redemocratizar o país”

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai explorar nas redes sociais as falas em que o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, defende mudanças na Constituição. O petista, que largou atrás no segundo turno, adotou a “estratégia do medo” na tentativa de ampliar a rejeição ao adversário em busca de uma virada inédita na eleição.
O plano inclui falas públicas e nas plataformas e gravações de vídeos, tarefas nas quais Lula terá a ajuda de de deputados eleitos e influenciadores digitais que o PT vem recrutando para aumentar a presença digital.
No último Datafolha antes do primeiro turno, Lula e Flávio Bolsonaro apareciam empatados na rejeição, com 45%. Em agenda em Goiânia na terça-feira, Flávio afirmou que vai usar a nova composição do Congresso para promover mudanças na Constituição e “redemocratizar o país”.
— O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que é hoje. Com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara. Para a gente mudar a Constituição, para a gente redemocratizar esse país. Para as instituições voltarem a respeitar a Constituição — afirmou o candidato do PL.
No dia seguinte, após a repercussão negativa, Flávio afirmou que as mudanças defendidas por ele passam por uma reforma do Judiciário, pela redução da maioridade penal e pelo fim da reeleição. O tema foi visto como uma brecha pela campanha petista, que precisa tirar uma diferença de mais de dois milhões de votos, em um cenário em que Flávio já atraiu o apoio de partidos que ficaram neutros no primeiro turno e de Ronaldo Caiado (PSD), derrotado na eleição.
— Eles vão tentar governar o país com um manto de legalidade, mas com muito autoritarismo. Ele quer mudar a Constituição para piorar a vida do povo brasileiro. Fará mudanças para capturar o supremo, comprometer políticas de inclusão e para se perpetuar no poder — afirmou o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha em São Paulo.
A campanha petista vai apontar que Flávio, caso eleito, vai aproveitar a maioria no Congresso para fazer mudanças profundas e alterar direitos sociais e trabalhistas.
O tema da reforma do Judiciário também está na mira do PT. O vice-presidente, Geraldo Alckmin, defendeu em reunião com parlamentares da legenda nesta quarta-feira que o governo envie uma proposta para análise do Congresso antes do segundo turno da eleição.
A defesa de mudanças na legislação sobre os tribunais já vinha sendo tratada por aliados do presidente nos últimos meses. Em setembro, o PT divulgou uma resolução que propõe a adoção de mandatos a ministros de tribunais superiores. A expectativa de governistas é que nos próximos dias o presidente possa falar mais sobre o tema e apresentar propostas concretas para essa reforma.

Ambos têm compromissos em Brasília

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