
Durigan: dívida do Brasil é menor do que a de grandes economias
"Continua elevada, mas está sob controle", diz ministro da Fazenda

Prévia do índice oficial acelerou em novembro com pressão de alimentos, mas conta de luz dá alívio
A inflação medida pelo IPCA-15, índice que funciona como uma prévia do IPCA, usado nas metas do governo, ficou em 0,62% em novembro, acelerando em relação a outubro, quando fora de 0,54%.
A principal pressão veio dos alimentos e bebidas, que tiveram alta de 1,34%. As carnes subiram 7,54%, o óleo de soja teve alta de 8,38% e o tomate, de 8,15%.
Por outro lado, as contas de luz subiram bem menos. Em outubro, a alta fora de 5,29%. E, agora, foi de só 0,13%, graças à entrada em vigor da bandeira amarela em 1º de novembro.
Com o resultado de novembro, o IPCA-15 acumula alta de 4,77% em 12 meses, acima da meta da inflação estipulada pelo governo, que é de 4,5%. Analistas projetavam alta de 0,50% em novembro e 4,64% em 12 meses, segundo mediana das projeções reunidas pela Bloomberg. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira.
Em outubro, a pesquisa do IBGE apontou que a inflação já havia superado o teto da meta prevista para o ano. Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta da inflação é de 3% mais 1,5 ponto percentual de tolerância para baixo ou para cima.
Se a taxa estourar o teto da meta, o presidente do Banco Central é obrigado a divulgar uma carta aberta explicando os motivos do não ter cumprido o objetivo fixado para 2024.

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