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A previsão é que eVTOLs sejam usados em operação da startup FlyBIS com rotas entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul

Os céus de destinos turísticos badalados da Região Sul, como Gramado (RS) e Balenário Camboriú (SC) estão mais perto de ganhar “carros voadores”, como são chamadas as aeronaves elétricas em desenvolvimento em várias empresas do mundo e que estão perto de chegarem ao mercado.
A Eve Air Mobility, braço de veículos elétricos de decolagem e pouso vertical (eVTOL) da Embraer, fechou um acordo de venda de até 12 aeronaves para a FlyBIS, uma startup catarinense parceira da fabricante de aeronaves e que está construindo uma base de operações de mobilidade aérea elétrica no Sul do Brasil. O acordo prevê dois pedidos firmes, mais o direito de compra de outras dez unidades.
A FlyBIS mantém uma parceria com a Eve desde 2022, em seu projeto para criar um ecossistema de eVTOLs no Sul do Brasil, com ligações entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O plano centrado nesses veículos voadores para deslocamentos curtos conta ainda com o apoio da Brave AEronaves.
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Cobrindo esses dois estados, a startup enxerga como potenciais rotas entre cidades de importância no turismo e na economia local, a exemplo das catarinenses Balneário Camboriú, Navegantes e Florianópolis, além de Gramado e Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha.
São regiões de forte atratividade turística. As estimativas da Secretaria estadual de Turismo do Rio Grande do Sul apontavam para um movimento de 5,3 milhões de visitantes no inverno deste ano. Na virada de 2028 para 2029, Gramado ganhará um resort da rede francesa Club Med. Florianópolis, sozinha, recebeu cerca de 3 milhões no último verão.
“O Sul do Brasil abriga uma alta demanda por conexões de mobilidade aérea urbana, combinando forte atividade turística e de negócios”, disse Johann Bordais, CEO da Eve, em comunicado sobre o acordo, sublinhando que, o acordo com a FlyBIS demonstra avanços na evolução do mercado de eVTOLs.
Em paralelo, a FlyBIS e Eve seguirão trabalhando com foco em planejamento de malha aérea, integração dos serviços dessas novas aeronaves a outros modais de transporte. O foco é botar de pé uma plataforma de Mobilidade Urbana Avançada (AAM, na sigla em inglês) que seja escalável, perseguindo a meta de, futuramente, levar os serviços a outros países da América Latina. Para avançar nesses planos, a startup está lançando uma nova rodada de captação de recursos.
“A assinatura deste acordo representa um marco significativo para a FlyBIS e nos aproxima do lançamento de uma nova forma de conectividade regional e urbana no Sul do Brasil”, disse Gustavo Zanettini.
O Brasil é visto pela Eve como um de seus mais importantes mercados, largando na frente na corrida global para alcançar a escala comercial em mobilidade aérea urbana. Isso ocorre porque o país combina avanços em certificação, apoio de autoridades e alta demanda de passageiros “em cidades onde a infraestrutura não acompanhou o crescimento”, sublinha a companhia.
A Eve já soma agora dois compradores de suas aeronaves em carteira no país. O mercado brasileiro ainda discute como serão a certificação dos eVTOLs, a infraestrutura de vertiportos (aeroportos para pousos verticais), além de serviços adicionais a esse ecossistema, como segurança operacional, integração do espaço aéreo e fornecimento de energia.
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Esses temas foram discutidos em reunião entre representantes da companhia e do Ministério de Portos e Aeroportos, no último mês de setembro.
O eVTOL da Eve terá capacidade para quatro passageiros, além do piloto. O alcance do voo é de 100 quilômetros, colocando esse veículo como uma alternativa a mais para a mobilidade urbana. A aeronave conta com oito motores elétricos nas asas, que permitem o voo vertical, além de um motor na parte traseira para a navegação horizontal.
O protótipo do eVTOL da Eve fez seu voo inaugural em dezembro de 2025. De lá para cá, concluiu outros 70 trechos. Em agosto deste ano, a fabricante realizou o primeiro ensaio da fase de transição do voo de sustentação vertical para o horizontal, com ativação do sistema de propulsão traseira. Esta fase é considerada como uma das mais críticas e, por isso, vista como avanço significativo para validação dos sistemas de operação da Eve.
BS20261104200533.1 – https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2026/11/04/carro-voador-eve-da-embraer-fecha-venda-de-ate-12-aeronaves-para-flybis.ghtml

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