
Luca Lima faz improvisos poéticos em “SOLOS A CÉU ABERTO”
O ator e performer Luca Lima, traz à cena reprise especial do espetáculo Solos a Céu Aberto.
As últimas apresentações ocorrem nos dias 21 e 22 de março, com entrada franca, na Escola de Música de Brasília

Em homenagem ao Mês da Mulher, a Cia. de Cantores Líricos de Brasília leva aos palcos a ópera Adriana Lecouvreur, de Francesco Cilea (1866–1950), em uma curta temporada no Distrito Federal. As primeiras récitas já aconteceram nos dias 14 e 15 de março, no Teatro Newton Rossi (SESC Ceilândia), e a montagem segue, agora, para o Teatro Levino de Alcântara, da Escola de Música de Brasília, nos dias 21 e 22. O projeto é financiado pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal – FAC.
Com mais de 10 anos de atuação em óperas, musicais, concertos e montagens, num constante trabalho de pesquisa e difusão da ópera no Brasil, a companhia traz a público Adriana Lecouvrer pela primeira vez. Com direção cênica de James Fensterseifer e regência do maestro Felipe Ayala, a montagem é grandiosa: reúne uma orquestra com 24 músicos, solistas e coro, em uma produção de grande porte, com elenco ampliado e atmosfera de ‘teatro dentro do teatro’.
No enredo, a atriz Adriana Lecouvreur, interpretada pela soprano Renata Dourado e a Princesa de Bouillon, vivida por Erika Kallina disputam o amor do conde Maurizio da Saxônia, oficial brilhante e sedutor, encarnado pelo tenor Rafael Ribeiro. O confronto entre as duas mulheres revela um contraponto simbólico: de um lado, a artista livre, dona de sua voz, de sua sensibilidade e de sua presença em cena; de outro, uma figura ainda profundamente vinculada aos modelos tradicionais de poder e hierarquia social. A rivalidade, como convém a uma boa ópera, culmina em tragédia. Mais do que uma história de amor e ciúme, aborda luta por liberdade, expressão e protagonismo.
A temporada representa uma oportunidade para o público apreciar uma forma de expressão artística que ainda aparece de maneira pontual nos palcos da capital federal. A ópera integra diferentes dimensões do espetáculo cênico: canto lírico, interpretação dramática, música instrumental, cenografia e figurino em uma narrativa de forte intensidade emocional.
A ópera resgata a história da célebre atriz francesa do século XVIII Adrienne Lecouvreur. “Essa ópera é muito importante no cenário operístico, até porque Adriana Lecouvreur, realmente, existiu. Ela foi uma mulher forte em sua época e simboliza o poder feminino e a liberdade da artista de se expressar. Por isso faz tanto sentido apresentá-la no mês das mulheres. Como artista eu me sinto profundamente conectada a ela. Para mim, ela não é apenas uma personagem do passado: é uma mulher absolutamente atual”, afirma Renata Dourado.
Pilar do repertório verista italiano, a obra é marcada pela intensidade dramática e pela emoção dos personagens, alternando momentos de leveza e comicidade, com a trupe teatral em cena, e passagens de maior densidade trágica, concentradas no núcleo central da protagonista. O espetáculo tem cerca de duas horas de duração, em versão adaptada para maior fluidez, aproximando ainda mais a experiência do público. Com libreto de Arturo Colautti, a ópera é baseado na comédia de Eugène Scribe e Ernest-Wilfrid Legouvé.

Na construção visual do espetáculo, cenário e figurino desempenham papel fundamental na ambientação e no desenvolvimento dramático da história. O cenário, assinado por James Fensterseifer e figurino por Stéphany Dourado dialogam com o universo teatral da protagonista e recria a atmosfera de um grande teatro de época.
A encenação alterna os bastidores de um antigo teatro, evocando o espaço artístico onde Adriana constrói sua trajetória como atriz, e uma casa de campo. A mudança de ambientes reforça o contraste entre o mundo público do palco e os conflitos íntimos dos personagens. Embora criada no período romântico, a encenação transporta a trama para os “anos loucos” de 1920, época das chamadas melindrosas: mulheres que desafiaram padrões ao adotar vestidos mais curtos e maior autonomia social. Os figurinos, criados por…, acompanham essa proposta estética ao revisitar os códigos visuais da época sem deslocar completamente a obra para o presente. Assim, a criação estabelece um diálogo entre passado e contemporaneidade, reforçando a atmosfera histórica da montagem.

O ator e performer Luca Lima, traz à cena reprise especial do espetáculo Solos a Céu Aberto.

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