
Juiz rejeita ação de improbidade contra Bolsonaro por contratação de Wal do Açaí
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Justiça Federal do DF pediu cópia do processo administrativo; ação popular foi movida por integrantes do Partido Novo

A Justiça Federal do Distrito Federal cobrou explicações da Advocacia-Geral da União (AGU) após o órgão assumir a defesa de Janja da Silva em processo que questiona os gastos públicos com viagens internacionais da primeira-dama, a informação foi antecipada pela coluna do Lauro Jardim. Questionada pelo GLOBO, a AGU explicou que recebeu a intimação da decisão e que irá demonstrar nos autos, de forma tempestiva — ou seja, dentro do prazo legal — a regularidade de sua atuação institucional no caso.
A juíza Maria Cecília Rocha ordenou que a AGU mostre o requerimento administrativo feito por Janja, o parecer ou manifestação jurídica que analisou o pedido, o ato de deferimento e os documentos que comprovem os requisitos legais para a representação.
A decisão também aponta uma divergência na contestação da AGU, que citou diferentes portarias como fundamento para a representação. A Justiça quer que o órgão esclareça qual norma efetivamente embasou a autorização.
A medida foi tomada após os autores questionarem a regularidade da atuação da AGU. Segundo a magistrada, o procedimento administrativo mencionado pela própria defesa não havia sido juntado ao processo, o que impede, neste momento, verificar os pressupostos concretos que autorizaram a representação de Janja.
A ação popular que questiona os gastos públicos com viagens internacionais da primeira-dama foi movida pelo vereador Guilherme Kilter (Novo-PR) e pelo advogado Jeffrey Chiquini (Novo-PR). Os autores narraram que desde fevereiro de 2024, Janja tem realizado viagens internacionais, acompanhando delegações oficiais do Governo brasileiro ou desacompanhada do chefe de estado. No processo, eles chegaram a listar tais viagens:
Os autores afirmam que as viagens, autorizadas por decretos presidenciais publicados no Diário Oficial da União, e as despesas são custeadas total ou parcialmente pelo Tesouro Nacional, o que não confere com a legislação vigente.
Até o momento, a Justiça não decidiu se a representação de Janja é regular ou não. Depois que a AGU apresentar os documentos, os autores terão 15 dias para se manifestar e, na sequência, o MPF terá 30 dias. Só então a questão será analisada.
“Não se mostra adequado, contudo, reconhecer desde logo eventual irregularidade da representação sem antes oportunizar a comprovação dos requisitos invocados pela própria Advocacia-Geral da União. A providência necessária consiste, portanto, na apresentação dos elementos que demonstrem a existência e o deferimento do requerimento de representação judicial, bem como o enquadramento da situação concreta nas hipóteses legais e regulamentares indicadas pela defesa”.
BS20260922131856.1 – https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/09/22/cobrada-por-juiza-agu-diz-que-provara-regularidade-ao-defender-janja-em-acao-sobre-viagens.ghtml

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