
Plano Piloto recebe ação de acolhimento da pessoa em situação de rua neste fim de semana
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Ao todo, 50 mil placas criadas pelo designer Danilo Barbosa foram instaladas em todo o DF; em 2012, o modelo passou a integrar o acervo permanente de arquitetura e design do Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova York
As 50 mil novas placas de endereçamento já fazem parte da rotina de quem circula pelas ruas das 35 regiões administrativas do Distrito Federal. As placas históricas do Plano Piloto agora também estão presentes em cidades como Sobradinho, Taguatinga, Ceilândia, Planaltina, Guará e Samambaia. Com investimento de R$ 70 milhões, o Governo do Distrito Federal (GDF) levou para todo o território o modelo de sinalização que é símbolo da capital.
Segundo o superintendente de Operações do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER), Fábio Cardoso, a ação traz dignidade ao cidadão, que muitas vezes não tinha sequer uma referência da própria rua.
“Brasília cresceu bastante, foram criadas novas regiões administrativas que não tinham placas de endereçamento, enquanto outras já estavam com sinalizações antigas. Agora, estamos levando tudo para um padrão de excelência, o que fortalece o reconhecimento das ruas e avenidas”, afirma Fábio Cardoso.
O superintendente explica que as placas são fabricadas na própria estrutura do DER. “Hoje, a produção mensal gira em torno de 250 placas de endereçamento. No caso das placas rodoviárias, chegamos a cerca de 600 por mês. O processo começa com a montagem da estrutura, do pedestal e das chapas com as informações. Depois, a placa passa pela soldagem, recebe o anticorrosivo, a pintura e, por fim, a aplicação das películas e das letras, que garantem a refletividade”, detalha.
As placas seguem o modelo histórico criado pelo arquiteto, urbanista e designer Danilo Barbosa. “O projeto começou a ser implantado em 1976. Tivemos uma preocupação muito grande com a legibilidade e com um desenho minimalista, que não agredisse a paisagem e se integrasse à cidade”, explica o criador.
Segundo Danilo Barbosa, a combinação das cores verde, marrom e azul, com a tipografia Helvetica em branco, garante um sistema que alia estética e funcionalidade. “Usamos o verde para sinais direcionais, o azul para identificar o local, o branco para placas explicativas e, depois, incorporamos o marrom, que segue a codificação internacional da sinalização turística”, esclarece.
“Usamos o verde para sinais direcionais, o azul para identificar o local, o branco para placas explicativas e, depois, incorporamos o marrom, que segue a codificação internacional da sinalização turística”Danilo Barbosa, arquiteto responsável pela criação do modelo histórico
O projeto ganhou projeção internacional em 2012, quando uma placa-modelo passou a integrar o acervo permanente de arquitetura e design do Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova York, nos Estados Unidos. “Houve uma identificação muito grande da população com esse sistema. Ele virou um ícone da cidade. As pessoas olham e dizem que essa é a cara de Brasília. O reconhecimento internacional é importante, mas o mais valioso é ver a população defendendo e cobrando a preservação do projeto”, afirma.
Para o criador do modelo, a expansão desse sistema para as regiões administrativas tem um significado especial. “Desde o início, o projeto foi pensado para todo o Distrito Federal, não apenas para o Plano Piloto. Essa ampliação me deixa muito feliz, porque reforça uma identidade que pertence a toda a cidade”, conclui.
Em Sobradinho, a mudança chamou a atenção da auxiliar de serviços gerais Valdenice Lopes, moradora do DNOCS. “Além de deixar a cidade mais bonita, as placas facilitam muito a identificação. São grandes, localizadas em pontos estratégicos e ajudam quem vem dirigindo, quem anda de ônibus a chegar em hospitais, escolas. Em uma situação de socorro, por exemplo, tudo fica mais fácil”, diz a moradora.
Segundo Luiz Carlos Batista, morador de Sobradinho II, as placas de endereçamento também têm facilitado a entrega de encomendas. “Tem uma na esquina da minha casa. Facilita a vida da comunidade e melhora muito o fluxo de entrega de mercadorias”, diz o secretário parlamentar.
Já em Taguatinga, as novas placas também fazem diferença para quem vive do comércio. Rafael Nascimento trabalha em um ponto de venda de livros no centro da cidade e diz que a sinalização facilita a chegada de clientes.
“Antigamente as placas estavam muito apagadas. Agora, são fáceis de ler e bem visíveis. Ajudam quem circula pela cidade, os ambulantes e o comércio em geral, porque, muitas vezes, as pessoas querem comprar um livro aqui, por exemplo, e não sabem onde fica o endereço. Com a placa, conseguem encontrar com mais facilidade”, conta.
Pablo Junior Batista também é comerciante e diz que as novas placas deixaram a cidade mais organizada. “Agora, tem placa em quase todas as esquinas. Foram colocadas há uns três ou quatro meses e ajudam principalmente quem está de carro, porque ficam viradas para o rumo da pista. Isso facilita muito a localização de quem procura um endereço”, garante.

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