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Iniciativa oferece oportunidade de inserção no mercado de trabalho a pessoas em situação de vulnerabilidade por meio de cursos voltados ao setor têxtil
O programa Fábrica Social ganhou força neste Governo do Distrito Federal (GDF) em 2024. A iniciativa, que havia formado cerca de 700 pessoas nos últimos cinco anos, foi ampliada e deu qualificação profissional para 577 alunos somente neste ano, se consolidando como uma oportunidade de mudança de vida para a população em situação de vulnerabilidade. Nesta quinta-feira (19), receberam o diploma 352 aprendizes do curso de corte e costura industrial.
Voltado para pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e com renda per capita de até R$ 200, o programa oferece cursos como costura, modelagem e serigrafia, além de abordar habilidades técnicas e criativas que ampliam as chances de inserção no mercado de trabalho.
“O curso representa uma renovação para nós mulheres que não tínhamos expectativa de conhecimento e informação. Desde o primeiro dia, me senti encaixada aqui”, relata a aluna Rafaela Soares dos Santos, 34 anos.

A complexidade e a abrangência da capacitação permitem que os alunos concluam as aulas já prontos para o mercado de trabalho, como destaca Maria de Jesus Feques, 55: “Eu já fiz vários cursos na área da costura, mas eu nunca vi nada tão completo como a Fábrica Social. Meu sonho era fazer parte deste programa”.
Além do papel social de capacitar e aumentar a empregabilidade, a Fábrica Social também dá retorno para usuários de outros serviços públicos executados pelo próprio GDF. É de lá que saem, por exemplo, os enxovais usados na rede pública de saúde.
“Esse é um programa de corte e costura que tem durabilidade de um ano. A pessoa recebe uma bolsa e está aprendendo bastante nessa área têxtil. Dentro do processo de qualificação profissional, a gente produz material de cama para as unidades de saúde do DF. Em breve faremos uma entrega simbólica de aproximadamente 30 mil lençóis, então, é muito provável que, com isso, todos os lençóis da rede pública hoje sejam fabricados pelas mãos dos alunos da Fábrica Social”, ressalta o secretário de Desenvolvimento Econômico Trabalho e Renda, Thales Mendes.
Para Maria de Jesus Feques, o curso também foi um divisor de águas. Diagnosticada com autismo e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), ela encontrou no programa um ambiente acolhedor que atenda às suas necessidades. “Me sinto respeitada e abraçada, o que me deu a oportunidade de crescer pessoal e profissionalmente”, afirma.

A aluna Ana Larissa Diógenes Santos, de 24 anos, também destaca o impacto positivo da capacitação em sua vida. “Eu sempre gostei de costura, mas tinha receio. Aqui aprendi corte, modelagem, serigrafia e bordado. Hoje, sonho em ser uma grande modelista e costureira”, compartilha a jovem de Santa Maria.
Para Elisangela Pereira Dutra, de 42 anos, a Fábrica Social foi o impulso que precisava para transformar sua paixão pela costura em um negócio. “Eu sempre fui autônoma e insisti até conseguir entrar no programa. Hoje vejo como essa oportunidade está me ajudando a construir algo melhor para minha vida e minha família”, celebra.

Com a conclusão dos cursos, muitos alunos planejam investir em equipamentos próprios e iniciar pequenos negócios, além de buscar oportunidades em lojas e ateliês. “Quando saírem daqui, estarão prontos para entrar no mercado ou abrir seu próprio negócio, pois possuem uma formação completa e especializada”, destacou um dos coordenadores do programa.

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