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Com foco em biossegurança e sustentabilidade, HCB moderniza processos, elimina o uso de 180 mil folhas de papel ao ano e reforça a excelência na gestão hospitalar
O Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) implementou um modelo de limpeza hospitalar que une tecnologia de ponta, sustentabilidade ambiental e valorização profissional. Iniciado em maio de 2025, o projeto transformou a higienização, tradicionalmente vista como um serviço de apoio, em uma ferramenta estratégica para a eficiência dos processos assistenciais, segurança do paciente e controle de infecções hospitalares.
Com a adoção de sistemas digitais e desinfecção por indução eletrostática, a unidade da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) alcançou a redução de até 50% do tempo de liberação dos leitos das unidades de Internação e Terapia Intensiva (UTI). Isso garante que mais crianças e adolescentes recebam atendimento em menor tempo, mantendo o mais alto padrão sanitário.
Uma das mudanças implementadas na gestão do serviço de higienização hospitalar foi a substituição dos antigos checklists de papel por uma plataforma digital para registro. Antes desse aparato tecnológico, o hospital consumia cerca de 180 mil folhas de papel anualmente, apenas com registros de limpeza e documentos que eram passíveis de falhas manuais e difíceis de converter em dados verificáveis em tempo oportuno. Atualmente, todos os ambientes do HCB possuem um QR Code para uso dos profissionais da higienização, profissionais de outras áreas e usuários avaliarem o serviço de higiene. Ao iniciar e finalizar uma tarefa, o funcionário destacado realiza a leitura digital, gerando dados precisos e auditáveis em tempo real.
Para Ribamar da Silva, gerente de Apoio Operacional do HCB, a modernização do registro do trabalho permite que a unidade de saúde acompanhe, por meio de um painel de controle (dashboard), o status de higienização de todos os espaços do hospital, identificando gargalos e redirecionando equipes para áreas de maior demanda imediatamente. Para ele, este redesenho do processo de trabalho do setor reflete o compromisso do HCB em sempre situar o paciente no centro do cuidado, não apenas da assistência direta à saúde, mas também das demais áreas consideradas de apoio.
“Nossa busca pela modernização não é apenas sobre tecnologia, mas sobre tempo e cuidado. Cada minuto que economizamos na higienização de um leito, por meio da revisão de processos e implementação de novas tecnologias, é um minuto a mais de assistência disponível para uma criança. A excelência da Ona 3 se materializa, aqui, no HCB, na união entre o rigor técnico e a sensibilidade de entender que a limpeza é, fundamentalmente, um ato de segurança assistencial”, destaca o gerente.
O HCB é uma instituição de saúde pediátrica altamente especializada e que possui o selo de Acreditado com Excelência — Ona 3, o que significa alta conformidade nos requisitos de gestão hospitalar e segurança do paciente, outorga concedida pela Organização Nacional de Acreditação (Ona). Por meio de uma cultura de acreditação hospitalar bem estabelecida, o HCB reafirma sua vocação pela melhoria contínua e pela boa gestão dos recursos públicos, sejam eles financeiros, socioambientais ou humanos.
Para elevar o padrão de segurança microbiológica, o HCB introduziu a tecnologia de limpeza por indução eletrostática. Trata-se de um equipamento de desinfecção que pulveriza partículas carregadas eletricamente de desinfetantes em todo o leito. O sistema alcança áreas de difícil acesso, como atrás de condicionadores de ar e frestas de mobiliário, em apenas cinco minutos.
Essa inovação foi o fator decisivo para reduzir o tempo médio de entrega de um leito: de 42 minutos para aproximadamente 20 minutos. Além disso, a eficácia do processo deixou de ser baseada apenas na ausência de sujidade macroscópica, aquelas facilmente visíveis sem uso de aparelhos. Com o uso de luminômetro — dispositivo portátil que utiliza tecnologia de bioluminescência para detectar sujidades não aparentes —, o hospital agora realiza testes de carga microbiana em superfícies de alto toque (como maçanetas e grades de leitos). Se o equipamento detectar níveis acima do permitido, o processo é refeito imediatamente, garantindo uma barreira real contra infecções.
De acordo com o gerente do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (Scih), o médico infectologista pediátrico Bruno Oliveira e Lima, a atualização e modernização do processo de higienização e desinfecção dos espaços no HCB vêm ao encontro de um esforço mundial de combate às bactérias multirresistentes, especialmente desafiadoras quando consideradas as especificidades do ambiente hospitalar.
Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Resistência Antimicrobiana (Ram) é uma das principais ameaças globais à saúde pública e afeta diversos países, independentemente do nível de renda e desenvolvimento socioeconômico. A organização defende que, entre as prioridades para o combate da Ram, incluem-se o controle e prevenção de infecções e a vigilância da resistência antimicrobiana.
“No hospital, nós temos uma série de condutas e ações junto às equipes assistenciais, mas se não tivermos uma boa higienização e uma boa limpeza dos ambientes, isso é perdido, porque uma das características dessas bactérias é conseguir “grudar” nas superfícies e se manter nas superfícies do leito do hospital. Então, a higiene e algumas técnicas e tecnologias que conseguimos adotar recentemente são muito importantes para a gente diminuir a quantidade dessas bactérias no ambiente e garantir a segurança dos pacientes aqui no hospital”, explica o gerente do Scih.
Outro avanço significativo foi a substituição do sistema de borrifadores e panos comuns pelo uso de lenços umedecidos com peróxido de hidrogênio 4D. Essa mudança eliminou o risco de inalação de produtos químicos pelos funcionários, pacientes e acompanhantes, além de reduzir o desperdício de insumos. Neste sentido, a logística e o manejo de insumos também foi otimizada com a introdução de lacres de segurança para resíduos e produtos específicos, como o neutralizador de odores, que é essencial para o conforto de pacientes em tratamento oncológico, uma vez que estes apresentam alta sensibilidade sensorial; e o “tira-grude” técnico, que preserva o mobiliário hospitalar contra o desgaste de fibras abrasivas.
A inovação no HCB alcançou todas as minúcias da hospitalidade e hotelaria da unidade. Também no ano passado, o Hospital da Criança de Brasília introduziu, nas internações e UTIs, novos modelos de enxovais, com o zelo de utilizar os personagens infantis que já compõem a ambientação dos espaços, o que possibilitaria maior identificação por parte dos usuários e acompanhantes. Ainda com foco no aprimoramento da experiência do usuário, o hospital criou a Central de Hotelaria, que faz uso de aplicativo de mensagem instantânea para comunicação direta com a equipe assistencial.
Por meio de um atendimento personalizado, o auxiliar de hospitalidade identifica as necessidades de cada paciente ainda no momento da admissão. Dessa forma, o enxoval é dispensado de acordo com a taxa de ocupação real e o perfil dos usuários (tamanho da roupa da criança e do acompanhante), evitando o processamento desnecessário de roupas e possibilitando maior vida útil ao material. Com esta iniciativa, o HCB gera uma economia direta ao erário público e garante que o kit de hotelaria esteja pronto e completo no momento adequado para atender a quem mais importa.
A atualização dos processos de higienização e hospitalidade permitiu que o HCB mantivesse a excelência operacional com um quadro otimizado de profissionais, aumentando o engajamento e a qualidade técnica.
“Nosso trabalho é tão importante quanto o dos outros profissionais do hospital”, afirma a auxiliar de serviços gerais que atua no HCB, Rosiane de Sousa. “Eu faço a limpeza e higienização do leito com prazer. Nós estamos mexendo com vidas, então eu tenho muito cuidado na limpeza para matar as bactérias e fazer tudo bem-feito porque estamos cuidando de crianças. Então, se nós não fizermos uma limpeza certa, limpar tudo, direitinho, como que a gente vai saber se matou a bactéria? Por isso me dedico para fazer tudo certo!”, afirma Rosiane.
Para Scarlet Dias, supervisora de Hospitalidade do HCB, a constante capacitação e a valorização dos trabalhadores da saúde compõem um objetivo estratégico do Hospital da Criança de Brasília, especialmente delimitado como objetivo-chave da instituição para o ano de 2026. “Nosso objetivo foi ganhar produtividade sem sobrecarregar o funcionário e valorizá-lo nesse processo, também. Ao oferecer as ferramentas certas, no tempo certo, como o lençol e pijamas prontos para uso e a desinfecção por indução nos leitos, reduzimos o desgaste físico e focamos na técnica profissional, garantindo um ambiente seguro para os funcionários e, sobretudo, assistência completa e segura para as crianças que cuidamos no HCB”, explica a supervisora.
* Com informações do HCB

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