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Picanha barata e reorganizar sistema penitenciário: veja alguns dos compromissos feitos em palanque
Um dia após a tendência de queda na sua popularidade ser confirmada por pesquisa Genial/Quaest, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá participar de um evento para marcar os dois anos de governo e anunciar medidas requentadas. Em seu terceiro mandato no Palácio do Planalto, o petista ainda não cumpriu importantes promessas de campanha feitas durante o período eleitoral de 2022 — entre elas, a de tornar a picanha acessível e reorganizar o sistema penitenciário do país.
No levantamento divulgado na quarta-feira, 71% dos entrevistados afirmaram que o petista não tem cumprido o prometido em campanha. A parcela dos eleitores que consideram que o mandatário tem honrado seus compromissos é de 24%, enquanto 5% não responderam.
Na tentativa de reverter o cenário negativo, Lula fará o evento com o mote “Brasil dando a Volta por Cima”, organizado pelo marqueteiro de sua campanha e atual ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira. A cerimônia contará com líderes do Congresso Nacional, autoridades e sociedade civil.
Algumas medidas específicas serão reforçadas ao público no evento, como o registro recorde de empregos, a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e o crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada.
Confira promessas de campanha que não foram cumpridas pelo petista:
A promessa de Lula de baratear a picanha foi apresentada na campanha como símbolo do compromisso com a redução da inflação de alimentos.
— Esse país tem que voltar a crescer, tem que voltar a ser feliz, tem que voltar a gerar emprego. O povo, eu digo sempre, o povo tem que voltar a comer um churrasquinho, a comer uma picanha e tomar uma cervejinha — declarou em entrevista ao Jornal Nacional em 2022.
Contudo, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgados pelo IBGE no início de janeiro, o preço da carne disparou 20,8% no ano passado, após ter tido uma queda de 9% em 2023, sendo a maior alta desde 2019.
Em abril de 2024, Lula afirmou que não esqueceu da promessa.
— Ou baixa o preço da comida ou sobe o salário do povo — disse, na época.
Em março deste ano, ele prometeu que a carne ficará mais barata e o brasileiro poderá “voltar a comer picanha”. No mesmo mês, o presidente anunciou um conjunto de medidas para tentar conter a alta dos preços dos alimentos. A principal linha de ação é zerar o imposto de importação sobre diferentes produtos. Entre elas, a carne.
Enquanto candidato em 2022, Lula afirmou que criaria um Ministério da Segurança Pública para melhorar, entre outros pontos, a formação dos policiais militares estaduais.
— Nós estamos propondo a criação do Ministério da Segurança Pública, sem que haja nenhuma intervenção da política do estado. O que nós queremos é aumentar a participação da União, sem interferir naquilo que é obrigação do estado hoje — disse, durante encontro com governadores.
A proposta nunca saiu do papel e o governo chegou a ser questionado sobre a separação da pasta da Justiça e Segurança Pública em 2023, diante da crise de segurança nos estados da Bahia e Rio de Janeiro. Na época, o então ministro da Justiça, Flávio Dino, argumentou que o tema já era central na atual configuração e que dividir o ministério prejudicaria o bom desempenho das ações de justiça e segurança.
O governo aposta as fichas na PEC da Segurança Pública para combater o crime organizado e auxiliar as forças estaduais. O texto, que foi reformulado pelo Ministério da Justiça após críticas dos governadores, teve nova versão aprovada na Casa Civil e aguarda o envio ao Congresso Nacional.
Lula também afirmou aos governadores em 2022 que reorganizaria o sistema penitenciário brasileiro, “separando presos por grau de periculosidade” com trabalho e educação para ressocialização, e que criaria universidades federais de segurança pública para qualificação dos profissionais da área. Nenhuma medida com essas finalidades foi lançada pelo governo até então.
A criação de uma nova estrutura para formulação de propostas ambientais, nomeada de Autoridade Climática, era uma promessa de campanha assumida pelo presidente no momento da adesão de Marina Silva à sua candidatura em 2022.
Ele voltou a falar sobre a criação da estrutura durante a onda das queimadas no segundo semestre do ano passado.
— Nosso foco precisa ser a adaptação e preparação para o enfrentamento desses fenômenos (riscos climáticos extremos). Para isso, vamos estabelecer uma autoridade climática e um comitê técnico-científico que dê suporte e articule a implementação das ações do governo federal — disse o presidente, durante encontro com prefeitos para anúncio de medidas de combate à seca no estado, em um trecho lido de sua fala.
A criação da estrutura está em discussão na Casa Civil desde o final do ano passado, e não tem prazo para ser colocada em prática.
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