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Mamografia, avaliação especializada e acompanhamento oncológico integram assistência; hábitos saudáveis contribuem para reduzir o risco da doença
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deverá registrar mais de 78 mil novos casos de câncer de mama por ano no triênio 2026-2028. Esse é o tipo mais comum entre as brasileiras, representando cerca de 30% dos casos, seguido pelos cânceres de cólon e reto, do útero, pulmão e tireoide.
Na rede pública, o atendimento abrange todas as etapas que a doença exige. A Secretaria de Saúde (SES-DF) oferece o tratamento do câncer de mama para todas as pessoas, desde a prevenção até o tratamento. O diagnóstico é feito por meio da mamografia, um dos principais exames utilizados na investigação do câncer de mama.
Para o rastreamento de mulheres sem sinais ou sintomas, a recomendação é realizar o exame a cada dois anos, dos 40 aos 74 anos. A mamografia pode ser solicitada nas unidades básicas de saúde (UBSs), mesmo se não houver qualquer sintoma e estiver na faixa etária indicada. “Pessoas que possuem histórico na família ou outros fatores de risco devem fazer o exame periodicamente. Dessa forma, é possível detectar a doença antes que ela se manifeste”, explica o médico referência em mastologia da SES-DF, Farid Buitrago.
Quando a mamografia ou a avaliação clínica identifica alterações suspeitas, a paciente pode ser encaminhada a uma consulta especializada em mastologia e à realização de exames complementares, conforme a necessidade.
Após a confirmação do câncer de mama, a paciente é direcionada ao atendimento oncológico. A estratégia terapêutica é definida de acordo com as características da doença e a avaliação clínica. O tratamento pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e outras modalidades, isoladas ou combinadas — todas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 17% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis. Entre as medidas recomendadas estão: praticar atividade física regularmente; manter o peso corporal adequado; evitar o consumo de bebidas alcoólicas; e amamentar, quando possível.
Embora esses hábitos contribuam para reduzir o risco, eles não eliminam a possibilidade de desenvolver a doença. Por isso, é importante conhecer o próprio corpo, observar alterações nas mamas e buscar atendimento de saúde tanto para a prevenção quanto para a análise de algum sinal.
*Com informações da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF)

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