Conheça o trio de zaga de Marrocos que neutralizou Haaland e desafia o ataque do Brasil na estreia da Copa
10 de junho, 2026
| Por: Agência O Globo
Aguerd, Chadi Riad e Issa Diop lideram a defesa da seleção africana, que limitou as ações do astro norueguês antes da estreia na Copa do Mundo
Foto: @equipedumaroc / Instagram
A principal preocupação do ataque brasileiro na estreia da Copa do Mundo atende por três nomes. Nayef Aguerd, Chadi Riad e Issa Diop formam a espinha dorsal da defesa de Marrocos, setor que se consolidou como a maior força da seleção africana nos últimos anos e que chega ao torneio respaldado por números expressivos. Nas Eliminatórias, a equipe sofreu apenas dois gols em seis partidas e encerrou a preparação segurando Erling Haaland durante boa parte do empate por 1 a 1 com a Noruega, no último domingo.
A solidez defensiva não é novidade para os marroquinos. Foi justamente a organização sem a bola que sustentou a campanha histórica que levou o país às semifinais da Copa do Catar, em 2022, resultado inédito para uma seleção africana. Quatro anos depois, a defesa segue sendo a principal marca registrada da equipe comandada por Mohamed Ouahbi.
Aguerd
Entre os três, Aguerd é o rosto mais conhecido. Titular da campanha histórica que levou Marrocos às semifinais da Copa do Catar, em 2022, o defensor se transformou em uma das lideranças do elenco. Aos 30 anos, é quem dita o posicionamento da linha defensiva e costuma assumir a responsabilidade nos jogos de maior peso.
Sua experiência internacional faz dele uma das peças mais importantes da seleção. Não por acaso, mesmo após conviver com problemas físicos recentemente, seguiu nos planos da comissão técnica para o Mundial.
Chadi Riad
Aos 22 anos, Chadi Riad representa a renovação da defesa marroquina. Revelado pelo Barcelona, o zagueiro ganhou espaço por reunir atributos cada vez mais valorizados no futebol moderno: velocidade, imposição física e capacidade de atuar em campo aberto.
O defensor vem acumulando minutos importantes na Europa e é visto dentro da seleção como um dos nomes que podem assumir protagonismo nos próximos ciclos. Contra a Noruega, participou do trabalho de marcação que dificultou as ações ofensivas de Haaland.
Issa Diop
O mais físico do trio é Issa Diop. Com longa trajetória no futebol inglês, o zagueiro construiu a carreira em uma das ligas mais exigentes do mundo e levou essa característica para a seleção marroquina.
Forte nas disputas pelo alto e nos confrontos individuais, ele completa uma defesa que mistura juventude e experiência. Sua presença também aumenta o poder da equipe nas bolas paradas, um fundamento que costuma ser explorado por Marrocos em partidas equilibradas.
A defesa, porém, está longe de ser a única virtude do rival brasileiro. Com Brahim Díaz como principal referência técnica e Hakimi como arma constante pelo lado direito, a seleção africana também mostrou capacidade ofensiva ao longo da preparação para o Mundial.