
Proibição das bets: medida provisória não prevê devolução de outorgas
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Resultado é melhor para mês desde 2021

As contas do Governo Central, que englobam Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, fecharam agosto com déficit primário de R$ 13,6 bilhões, segundo relatório divulgado nesta terça-feira pelo Ministério da Fazenda. O valor representa o melhor resultado para o mês desde 2021, quando as contas tiveram déficit de 11,782 R$ bilhões.
Em julho, houve superávit de R$ 10,8 bilhões, já em agosto de 2025 o rombo foi de R$ 16,2 bilhões.
No acumulado de 2026, as contas continuam no vermelho, com déficit de R$ 94,9 bilhões. No mesmo período do ano passado, o resultado era menos negativo, com déficit de R$ 85,9 bilhões. Em 12 meses, o rombo é de R$ 68,7 bilhões, ou 0,53% do Produto Interno Bruto (PIB).
O déficit primário acontece quando as despesas do governo são maiores que suas receitas com tributos e impostos.
Os resultados das contas do governo são importantes para o cumprimento da meta fiscal, que neste ano é de um superávit fiscal de 0,25% do PIB, equivalente a R$ 34,3 bilhões, com uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo – até zero no limite inferior.
No último relatório de receitas e despesas, atualização bimestral do Orçamento, divulgado na semana passada, o governo previa um déficit de R$ 80,9 bilhões em 2026. Mas parte das despesas não contam para fins de cumprimento da meta, levando a um resultado deficitário depois das deduções de R$ 13,6 bilhões. Como ainda ficou abaixo do limite inferior da meta, o governo precisou contingenciar gastos no valor de R$ 13,6 bilhões para chegar ao saldo zero.
O resultado de agosto foi composto por uma receita total de R$ 241,961 bilhões, um aumento de 5,7% em relação ao mesmo mês de 2025, já desconsiderada a inflação. Já a receita líquida, após a repartição com estados e municípios, alcançou R$ 187,878 bilhões no período, alta real de 3,5% ante agosto do ano passado.
Segundo o Tesouro Nacional, a elevação da arrecadação foi explicada principalmente pelo aumento da rubrica “outras receitas administradas pela Receita Federal”, que teve alta real de 78,1%, da exploração de recursos naturais (33,1%), em virtude do aumento do preço do petróleo no mercado internacional em meio à guerra no Oriente Médio. Houve avanço ainda do Imposto de Importação, com alta real de 23,1%, e do IPI (20,3%).
Já a despesa total somou R$ 201,463 bilhões em agosto, elevação real de 1,9% em relação ao mesmo período de 2025. Nesse caso, o maior aumento derivou da rubrica créditos extraordinários (186,4%), em decorrência das políticas de mitigação dos preços de combustíveis devido à guerra no Oriente Médio e para apoiar os exportadores afetados pelo tarifaço dos EUA. Contribuiu também para a alta o gasto com abono e seguro desemprego (26,8%).
No ano, a receita total subiu 5,7% em termos reais ante o mesmo período de 2025, alcançando R$ 2,081 trilhões, e a receita líquida também avançou 5,7%, para R$ 1,669 trilhão. As principais contribuições foram de outras receitas administradas, cujo aumento foi de 61,0%, devido principalmente ao Imposto de Exportação, criado para compensar a subvenção sobre os combustíveis.
Houve também contribuição positiva da exploração de recursos naturais (18,9%) e do IOF (24,1%). Por outro lado, a arrecadação com dividendos e participações está 61% abaixo do mesmo período de 2025. Passou de R$ 35,1 bilhões para R$ 19,3 bilhões.
Já as despesas de janeiro a agosto somam R$ 1,776 trilhão, um aumento real de 5,7%. Os principais aumentos foram de créditos extraordinários (283,5%), cujo montante chegou a R$ 14,3 bilhões. As despesas discricionárias também cresceram no período (31,8%).
BS20260929130536.1 – https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/09/29/contas-do-governo-tem-deficit-de-r-136-bi-em-agosto.ghtml

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