POLÍTICA

Convenção do Novo em Minas termina com escolha de vice de Simões e indefinição na direita

22 de julho, 2026 | Por: Agência O Globo

Principais cotados, Fernanda Altoé e Tiago Mitraud foram anunciados como os responsáveis pela negociação com o PSD daqui para frente, mas decisão final depende de Zema

Mateus Simões ao lado de Zema: vice tenta viabilizar candidatura ao governo de Minas em meio a pressões do PL e à movimentação de Pacheco — Foto: Dirceu Aurélio/Governo de Minas/4-2-2025

A convenção estadual do Novo em Minas, realizada nesta terça-feira, terminou sem o martelo batido sobre o candidato a vice na chapa encabeçada pelo atual governador, Mateus Simões (PSD). O mandatário tem tido que a decisão ficará a cargo do ex-governador e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo), que também o escolheu como sucessor no comando do estado.

Durante o encontro partidário, a vereadora Fernanda Altoé (Novo) e o ex-deputado Tiago Mitraud, os principais cotados para o posto, foram anunciados como “os nomes que representarão o partido nas tratativas para a definição da candidatura a vice-governador, em uma eventual chapa majoritária a ser formada com o PSD”, de acordo com uma nota divulgada pela sigla após o evento. A palavra final, no entanto, será de Zema em função de um acordo firmado com Simões.

O governador também contará em sua chapa com a indicação do ex-secretário Marcelo Aro (PP) para o Senado e detinha a expectativa de que a segunda vaga aberta para a Casa fosse ocupada pelo PL. O partido do senador Flávio Bolsonaro (PL), no entanto, decidiu fechar uma aliança com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). O parlamentar, no entanto, tem deixado em aberto a resposta se será ou não candidato e sinalizado que poderá se decidir somente próximo ao prazo de registro das candidaturas, em agosto.

Como plano B, o PL avalia como possibilidade o lançamento de Flávio Roscoe, empresário e ex-presidente da Federação de Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), ou de Vittorio Medioli, ex-prefeito de Betim (MG). Já na chapa de Simões, o senador Carlos Viana (PSD), que ganhou projeção por presidir a CPMI do INSS, tem procurado espaço para concorrer à reeleição, mas não tem a garantia do governador de que será escolhido. O convenção do PSD está marcada para o dia 2 de agosto.

A situação da direita passou a contrastar com a do PT, que, na semana passada, escolheu o deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) para concorrer ao governo e encabeçar o palanque para o presidente Lula no estado. O grupo político, no entanto, ainda procura um vice para a composição e busca diálogo com o PSB, que tem o ex-procurador de Justiça Jarbas Soares como candidato. As tratativas foram retomadas em uma reunião nesta terça-feira, da qual participaram os dois pré-candidatos, além da deputada estadual Leninha, que comanda o PT em Minas, e do deputado estadual Otacílio Neto, que comanda o PSB no estado.


BS20260722162345.1 – https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/07/22/convencao-do-novo-em-minas-termina-com-escolha-de-vice-de-simoes-em-aberto-em-meio-a-quadro-de-indefinicao-da-direita.ghtml

Artigos Relacionados

Entenda o contrato da Smartmatic, citada em fake news de Flávio sobre urnas, e por que a atuação não se aplica nas eleições brasileiras

A empresa Smartmatic não é fornecedora das urnas eletrônicas utilizadas no sistema eletrônico de votação no Brasil. O dado falso, desmentido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde 2017, começou a circular na época em grupos bolsonaristas e redes sociais a partir de uma publicação do blogueiro economista Rodrigo Constantino e voltou à tona nesta terça-feira (21), quando o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) o mencionou em reunião com embaixadores. Em discurso durante o evento, o senador levantou suspeitas infundadas sobre as urnas eletrônicas, numa retomada do discurso adotado em 2022 pelo pai, Jair Bolsonaro. O ex-presidente acabou declarado inelegível por tecer comentários semelhantes, igualmente falsos, a embaixadores. Em nota, Flávio reafirmou a "integral confiança" no sistema eleitoral, mas não explicou a menção à fake news.